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Obama vai homenagear vítimas da "Guerra Suja" argentina no aniversário do golpe militar

Repressão a opositores de esquerda, sindicatos e rebeldes durou sete anos

Internacional|Do R7

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Presidente dos EUA chegou à Argentina depois de uma passagem por Cuba
Presidente dos EUA chegou à Argentina depois de uma passagem por Cuba

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá homenagear as vítimas da "Guerra Suja" da Argentina nesta quinta-feira, 40º aniversário do golpe militar que levou a uma repressão de sete anos a opositores de esquerda, sindicatos trabalhistas e rebeldes marxistas.

Obama descreveu a ditadura de 1976-1983, durante a qual as forças de segurança argentinas mataram até 30 mil pessoas, como um "período escuro" da história da Argentina – mas não chegou a pedir desculpas pelo apoio inicial dos EUA aos generais argentinos.


Na quarta-feira, ele prometeu liberar registros militares e de inteligência relacionados à era ditatorial, época durante a qual a mentalidade da Guerra Fria muitas vezes fazia Washington endossar governos direitistas na América Latina.

Obama irá visitar um memorial localizado em um parque em seu segundo dia no país. O mandatário disse que a parada simbólica tem como objetivo "mostrar que reconhecemos o heroísmo e a coragem incríveis daqueles que se posicionaram contra estas violações de direitos humanos". Muitos argentinos louvaram os dois gestos.


Obama chega a Buenos Aires acompanhado por 400 empresários

"Obama não irá dizer 'perdoem-nos' com todas as letras, mas está dizendo-o por suas ações", opinou Daniel Slutzky, um professor universitário de 75 anos.


A visita de Obama à Argentina é uma demonstração de apoio à guinada de 180 graus do presidente argentino, Mauricio Macri, em relação às políticas nacionalistas de sua antecessora, Cristina Kirchner, que criticava frequentemente os EUA e comprou uma briga com detentores de títulos norte-americanos.

O presidente dos EUA chegou à Argentina depois de uma passagem por Cuba, onde questionou seu colega, Raúl Castro, a respeito dos direitos humanos e das liberdades políticas na ilha, embora os dois líderes tenham deixado de lado as décadas de hostilidade iniciadas pouco depois da revolução cubana de 1959.


Na quarta-feira, Obama afirmou ser "gratificante ver a Argentina advogar nosso compromisso comum com os direitos humanos". Mas os adversários de Macri refutam a ideia de que o líder socialmente conservador seja um firme defensor de tais direitos.

Ainda nesta quinta-feira, Obama irá se dar uma folga e passear com a família na cidade de Bariloche, na Patagônia.

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