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Emissoras dos EUA enfrentam dilema sobre transmitir ou não discurso de Trump sobre eleições

Na mensagem, presidente deve falar sobre segurança nas eleições americanas; redes de TV avaliam riscos políticos e jurídicos

Reuters

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Emissoras dos EUA estão avaliando se irão transmitir discurso de Trump sobre segurança das eleições.
  • Casa Branca pode usar discurso para divulgar informações sobre possível interferência da China nas eleições.
  • Democratas, como Alexandria Ocasio-Cortez, pedem que emissoras não transmitam por possíveis alegações falsas de Trump.
  • Principais emissoras enfrentam pressão política e riscos de represálias ao decidir sobre a transmissão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente dos EUA, Donald Trump 15 de julho de 2026 REUTERS/Kylie Cooper Kylie Cooper/REUTERS

As emissoras de televisão dos Estados Unidos estão avaliando se transmitirão o discurso de Donald Trump previsto para a noite desta quinta-feira (16). Na mensagem, o presidente deve falar sobre segurança nas eleições americanas, quatro meses antes das decisivas eleições parlamentares que marcam a metade do mandato presidencial.

Historicamente, as emissoras transmitem a maioria desses discursos com o argumento de que eles fornecem informações de interesse público.


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A Casa Branca está considerando usar o discurso para divulgar informações de inteligência sensíveis que estão relacionadas à intenção ou capacidade da China de ter interferido nas eleições norte-americanas de 2020. A medida, segundo a agência Reuters, preocupa algumas autoridades do governo Trump pela possibilidade de transmitir uma impressão enganosa.

Durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que “também é muito possível” que Trump mencione a situação atual com o Irã e a economia no início do discurso, e que possivelmente aborde uma série de temas.


Ela afirmou que isso é “mais um motivo” para que as emissoras transmitam o discurso ao vivo e que os norte-americanos assistam.

Trump passou anos semeando dúvidas sobre os resultados eleitorais, alegando que sua derrota em 2020 para o democrata Joe Biden foi fraudulenta. Ele também afirmou, sem provas, que o voto por correspondência está repleto de fraudes, que as urnas eletrônicas são vulneráveis à manipulação e que o voto de não cidadãos é generalizado.


Alguns democratas, incluindo a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, instaram as emissoras a não transmitir o discurso, argumentando que Trump provavelmente repetirá alegações já desmentidas.

Porta-vozes das três principais emissoras dos EUA — ABC, CBS e NBC — não responderam às perguntas da Reuters sobre se planejavam transmitir o discurso ao vivo. A CNN e a Fox News também não responderam a um pedido de comentário.


Recusar-se a transmitir o discurso representaria o risco de irritar um governo que já exerceu pressão sem precedentes sobre as principais emissoras.

A ABC, de propriedade da Walt Disney , enfrenta duas investigações pendentes da Comissão Federal de Comunicações (FCC), incluindo uma que analisa se seu programa de entrevistas diurno “The View” violou as regras de igualdade de tempo ao entrevistar um candidato democrata ao Senado no Texas.

Trump tem atacado repetidamente a NBC e sua controladora, a Comcast , à qual ele apelidou de “Concast”. No mês passado, ele saiu furioso de uma entrevista com a repórter política da NBC Kristen Welker, após chamar a emissora de “tendenciosa e desonesta”.

A Comcast anunciou no mês passado planos de se dividir em duas empresas de capital aberto por meio de uma cisão da NBCUniversal e da Sky. Analistas afirmaram que a medida poderia tornar a NBCUniversal um alvo atraente para aquisição.

Na CBS, a aquisição da Paramount por David Ellison — cujo pai bilionário, Larry, é aliado de Trump — agitou a redação e levou à saída de funcionários seniores do programa de reportagens “60 Minutes”. Alguns funcionários alegaram interferência política nas decisões editoriais, o que a emissora negou.

Ellison aguarda agora a aprovação da FCC para a aquisição da Warner Bros Discovery pela Paramount, o que poderia lhe dar o controle da CNN, uma emissora que Trump há muito critica pelo que considera uma cobertura injusta. A Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos EUA aprovou o negócio no mês passado.

A rede de notícias a cabo de tendência conservadora Fox News, de propriedade de Rupert Murdoch, geralmente transmite todos os discursos de Trump, mas também pode estar cautelosa em relação a este.

Em 2023, a emissora teve que pagar US$787 milhões para encerrar um processo por difamação devido à veiculação de alegações falsas sobre a eleição de 2020.

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