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Objetivo do Irã é prolongar guerra para ‘explodir’ a economia mundial, afirma especialista

Ataque de mísseis contra Israel, na madrugada desta sexta (13), deixou mais de 50 feridos

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Especialista afirma que o Irã visa prolongar e regionalizar a guerra.
  • Donald Trump declarou que o Irã está perto da rendição, contradizendo a postura da Guarda Revolucionária.
  • Suano acredita que os EUA precisarão de apoio internacional para finalizar o conflito rapidamente.
  • Crise econômica global pode ser uma consequência do prolongamento da guerra, alerta o consultor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mais de 50 pessoas ficaram feridas em Israel, na madrugada desta sexta-feira (13), após um ataque com mísseis iranianos, que atingiram casas no norte do país. Grande parte das vítimas ficou ferida por estilhaços de vidro. Ainda durante a madrugada, Israel revidou com novos bombardeios contra o Irã e o Líbano.

Na quinta-feira (12), um avião de reabastecimento americano caiu no oeste do Iraque. Segundo agências internacionais, o presidente americano Donald Trump afirmou aos líderes do G7 que o Irã está prestes a se render. Entretanto, a Guarda Revolucionária do país persa já disse que o conflito só estará concluído com a rendição completa de Israel e dos Estados Unidos.


Fotografia aérea do Estreito de Ormuz, no Irã, onde uma grande faixa de costa árida é cercada pelo mar. No centro, há uma ilha rochosa de formato irregular
Bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz leva a efeito cascata na economia mundial Reprodução/Record News

Em meio às incertezas sobre o futuro da guerra, o consultor de risco político Marcelo Suano pontua que, apesar das declarações de Trump, as tensões no Oriente Médio talvez não estejam tão próximas do fim: “Para o Irã, o objetivo de guerra neste momento não é mais frear os ataques, não é mais ter condição de receber o impacto de uma possível invasão terrestre. É prolongar a guerra e espalhá-la, regionalizá-la”. Tal ação levaria a consequências econômicas mundiais.

Em entrevista ao Hora News, o especialista afirma que “uma explosão inflacionária no mundo geraria para todos um caos interno nos governos europeus, ocidentais e, em especial, no governo dos Estados Unidos”. Suano pondera, no entanto, que dificilmente o Irã conseguirá obter ajuda de outros países do Oriente Médio devido a divergências ideológicas, religiosas e à parceria entre nações como o Catar e a Arábia Saudita com os EUA.


O consultor pontua que Rússia, China e até mesmo a Coreia do Norte podem se aliar ao Irã, que joga “as últimas cartadas”. Ao mesmo tempo, ele ressalta que o governo americano também precisaria de ajuda para terminar o conflito: “A Europa não está tendo a postura necessária para fazer com que essa guerra acabe rápido. Os EUA não podem fazer isso sozinhos”.

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