Ameaças a candidatos presidenciais elevam tensão eleitoral na Colômbia
Situação gerou preocupação no governo, que solicitou à Promotoria-Geral que investigue a origem das ameaças nas redes sociais
Internacional|Fernando Ramos, da CNN Internacional
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Às vésperas das eleições presidenciais na Colômbia, ameaças estão lançando uma sombra sobre o processo eleitoral. Neste domingo (12), o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, líder do partido opositor de direita Centro Democrático, publicou em suas redes sociais a imagem de uma coroa fúnebre e um falso obituário com a frase “Paloma Valencia descanse em paz”.
“Cuidado com esses bandidos covardes, todos temos que proteger Paloma. Por que há redes que permitem isso?”, escreveu Uribe.
Em uma mensagem posterior, o ex-mandatário acrescentou: “Assassinaram Miguel Uribe, ameaçaram Paloma, María Fernanda e outros; agora voltam a ameaçar Paloma e também Abelardo. Rejeição total. Os cidadãos não podem permitir que o crime continue agindo”.
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O candidato Abelardo de la Espriella, do movimento de direita Defensores de la Patria, também afirmou ter sido alvo das mesmas ameaças e demonstrou solidariedade a Paloma Valencia.
“Covardes miseráveis: é assim que o regime e seus aliados do narcoterrorismo querem nos ver, a nós que lutamos pela democracia, institucionalidade e liberdade. Toda minha solidariedade com @PalomaValenciaL”, escreveu.
A situação gerou preocupação no governo, que solicitou à Promotoria-Geral que investigue a origem das ameaças nas redes sociais. O ministro da Defesa anunciou uma recompensa equivalente a US$ 277 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) por informações que ajudem a identificar e capturar os responsáveis.
“Garantiremos um processo eleitoral seguro, com plena proteção a todos os candidatos presidenciais. Está sendo oferecida uma recompensa de até 1 bilhão de pesos colombianos por informações verídicas que permitam antecipar e neutralizar riscos contra a vida e o processo eleitoral”, anunciou o general da reserva Pedro Sánchez.
A atual campanha eleitoral tem sido marcada por episódios de violência contra diversos atores políticos, tanto em nível regional quanto nacional. O atentado de 7 de junho de 2025 contra o pré-candidato presidencial Miguel Uribe, do Centro Democrático, acendeu o alerta sobre os riscos reais enfrentados por participantes do pleito.
Uribe Turbay morreu em 11 de agosto do ano passado, após uma dura luta pela vida na clínica Fundación Santa Fe, em Bogotá.
Em 2025, foram registradas mais de 100 agressões de diferentes tipos contra pessoas envolvidas em processos políticos no país, segundo a Missão de Observação Eleitoral (MOE).
“O governo rejeita de forma categórica as ameaças de morte contra a candidata @PalomaValenciaL e a depredação de uma de suas sedes de campanha. Temos garantido todas as medidas de segurança, especialmente aos candidatos da oposição, com ações antecipadas e sem viés político. As autoridades estão atuando para esclarecer os fatos e reforçar a proteção”, afirmou o ministro do Interior, Armando Benedetti.
Diversos setores políticos e de opinião pediram ao governo de esquerda do presidente Gustavo Petro que assegure o pleno exercício democrático no primeiro turno das eleições, marcado para 31 de maio.
“As ameaças e a falta de garantias não vão nos deter nesta luta por um país sem medo, onde não sejam os violentos que mandem e imponham condições”, afirmou a candidata ameaçada.
A Unidade Nacional de Proteção anunciou que reforçará as medidas de segurança para os 14 candidatos presidenciais registrados, assim como para seus companheiros de chapa.
“Isso não é um fato isolado: é um ataque direto contra a democracia colombiana e um retrocesso inaceitável a tempos sombrios que marcaram nossa nação. O Estado tem a obrigação intransferível de proteger a vida de quem aspira representar os colombianos e de quem exerce oposição política”, declarou o ex-presidente Iván Duque.
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