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Odebrecht Portugal nega ter pagado viagens para Lula em troca de "contatos"

Internacional|Do R7

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Lisboa, 25 jul (EFE).- A divisão portuguesa da construtora brasileira Odebrecht admitiu que a viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Lisboa em 2013 foi custeada pela companhia, mas descartou ter feito isso em troca de "contatos" para conseguir novos negócios. A garantia foi dada, em entrevista publicada neste sábado pela revista portuguesa "Expresso", pelo administrador executivo, Fábio Januário, que negou que o ex-presidente tenha utilizado sua influência a favor da construtora. Januário descartou que Lula tenha intercedido a favor da companhia em seus contatos com funcionários públicos tanto na viagem realizada a Portugal financiada pela Odebrecht como em outra de características similares que o levou a Angola. "Os governantes dos países que visita querem estar com Lula e, às vezes, pedem diretamente. E ele, naturalmente, tem livre disposição para estar com quem desejar", comentou Januário. Em outubro de 2013 o ex-presidente foi a Portugal e entre os atos incluídos em sua agenda esteve sua participação na apresentação do livro do ex-primeiro-ministro português, José Sócrates, atualmente em prisão preventiva por sua suposta vinculação com um caso de corrupção. "Completávamos 25 anos em Portugal e trouxemos Lula porque o país vivia uma contração econômica significativa e entendemos que o ex-presidente (...) poderia trazer algo novo sobre como ampliar as relações entre Portugal e Brasil", assegurou o representante da Odebrecht. Januário reconheceu que a viagem de Lula aconteceu em avião privado e insistiu que o objetivo da empresa custeando este tipo de deslocamento era o de "potencializar as relações" entre Brasil e outros países. Além disso, Januário também negou que a empresa tenha se beneficiado do fato de que o socialista José Sócrates ocupasse o poder entre 2005 e 2011 com mais contratos, e justificou a queda de seus negócios em solo português desde sua saída do poder pela "contração do mercado". A procuradoria portuguesa revelou esta semana que colabora com as autoridades brasileiras na Operação Lava Jato, que investiga Lula por suposto tráfico de influência a favor da construtora Odebrecht. EFE otp/rsd

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