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OEA enviará ajuda humanitária à fronteira da Colômbia com a Venezuela

Internacional|Do R7

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Washington, 1 set (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, anunciou nesta terça-feira o envio de US$ 25 mil para ajuda humanitária na região da fronteira da Colômbia com a Venezuela, afetada pelas deportações de colombianos iniciadas pelo governo de Nicolás Maduro. Almagro, que recebeu hoje, em Washington, Donamaris Ramírez Lobo, prefeito da cidade de Cúcuta, que fica na divisa com a Venezuela, aceitou um convite para visitar o local. "Atendendo à situação humanitária exposta pelo prefeito de Cúcuta, decidimos iniciar os processos de assistência que damos nesses casos", disse Almagro, confirmando o convite para visitar Cúcuta, sem informar, no entanto, se de fato viajará à Colômbia. "Ele me disse que irá, que deve acertar sua agenda. Também convidarei a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para que vejam o êxodo que está ocorrendo. Não é o mesmo que só ouvir dizer, é preciso ver", afirmou Lobo. O prefeito de Cúcuta disse que entrará amanhã com uma denúncia na CIDH contra Maduro por crimes contra a humanidade. Além disso, explicou que colocará os US$ 25 mil de ajuda da OEA à disposição da Cruz Vermelha Internacional. "Tenho fé neste secretário (Almagro) e na CIDH, que através do direito internacional, não permitirá que Maduro siga fazendo o que queria na fronteira", acrescentou Lobo. O prefeito trouxe a Washington uma "mala cheia de provas" para entregar à CIDH amanhã às 15h30 locais (16h30 em Brasília) e mostrou aos jornalistas algumas fotografias da crise humanitária. "O senhor Maduro não pode atuar como um tirano, como um novo Hitler latino-americano, marcando as casas com um 'R' para indicar as famílias venezuelanas ou com um 'D' para demolir os colombianos", indicou o prefeito de Cúcuta. A CIDH pediu na semana passada que a Venezuela interrompa de maneira imediata "qualquer expulsão coletiva, arbitrária ou sumária" de colombianos. A crise entre ambos os países teve início no último dia 19 de agosto, quando Maduro ordenou o fechamento de um trecho da fronteira entre Colômbia e Venezuela, com o argumento de combater o contrabando e supostos paramilitares. EFE arc/lvl

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