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OMS sugere que ‘pontos cegos’ podem ocultar extensão do surto de ebola no Congo

Cepa Bundibugyo do ebola, responsável pelo surto, não possui tratamento ou vacina aprovados

Reuters

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • OMS alerta sobre "pontos cegos" que podem ocultar a verdadeira extensão do surto de Ebola no Congo.
  • O surto se espalhou para três novas zonas de saúde e já atingiu a vizinha Uganda.
  • A escassez de leitos para isolar pacientes é um grande desafio, com apenas 250 disponíveis em três províncias.
  • A cepa Bundibugyo do Ebola não tem tratamento ou vacina aprovados, e a magnitude da epidemia ainda é incerta.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Há escassez de leitos para isolamento de pacientes, com apenas 250 disponíveis nas províncias Gradel Muyisa Mumbere/Reuters - 31.05.2026

Existem muitos “pontos cegos” no surto de ebola na República Democrática do Congo, afirmou, nesta sexta-feira (12), um especialista da OMS (Organização Mundial da Saúde), sugerindo que a propagação da doença mortal pode ser muito mais ampla do que as estimativas oficiais.

O Congo informou na quinta-feira (11) que a doença se espalhou para três novas zonas de saúde. O país registrou 676 casos confirmados e 136 mortes em um surto que também se espalhou para a vizinha Uganda.


“Ainda há muitos pontos cegos em algumas áreas de alto risco”, disse Olivier le Polain, epidemiologista da OMS em Beni, no leste do Congo.

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“A vigilância realmente precisa ser reforçada nessas áreas.”


Outro grande desafio é a escassez de leitos que os médicos podem usar para isolar os pacientes, disse ele. Havia apenas 250 em todas as três províncias afetadas, acrescentou.

O surto envolve a rara cepa Bundibugyo do ebola, para a qual não há tratamento ou vacina aprovados.


A doença passou despercebida por semanas e as equipes de primeiros socorros afirmam que estão tentando recuperar o atraso.

A OMS ainda não tem projeções sobre a magnitude da epidemia, disse Le Polain, depois que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos afirmou que ela poderia atingir o mesmo nível do surto de 2014-2016 na África Ocidental, que causou mais de 11 mil mortes.

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