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Onda de atentados mancha com sangue aniversário da queda de Mubarak no Egito

Militares prenderam em julho o presidente Mursi, o primeiro chefe de Estado democraticamente eleito no país

Internacional|Do R7, com Reuters

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A Irmandade Muçulmana prometeu 18 dias de protestos a partir da última sexta-feira (24)
A Irmandade Muçulmana prometeu 18 dias de protestos a partir da última sexta-feira (24)

Uma onda de atentados com bombas abalou o Cairo na sexta-feira (24) e causou a morte de pelo menos seis pessoas na véspera do terceiro aniversário do levante que derrubou o autocrata Hosni Mubarak. A série de ataques terroristas elevou o medo de que uma insurgência islamita esteja ganhando força no país.

A violência evidenciou a dificuldade das autoridades para podar a violência de militantes que vêm desafiando cada vez mais o Estado desde a derrubada do presidente Mohamed Mursi, político islamita, em julho.


No atentado mais grave, um carro-bomba explodiu em um complexo do setor de segurança na região central do Cairo na madrugada e matou pelo menos quatro pessoas, incluindo três policiais, disseram fontes da segurança.

Elas afirmaram que o atentado foi obra de um homem-bomba, mas imagens divulgadas por um canal de TV egípcio mostram um homem saindo de uma van e indo para outro veículo. Minutos depois a van explode.


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Um outro atentado, no bairro de Dokki, matou uma pessoa. Uma explosão perto de um cinema na estrada para a Pirâmide de Giza, na periferia do Cairo, também provocou uma morte.


Confrontos na capital e várias outras cidades entre partidários e forças de segurança, nos quais morreram 11 pessoas, também elevaram a tensão no Egito, maior país do mundo árabe.

Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado na Direção de Segurança do Cairo ou dos outros ataques, mas eles têm todas as marcas de terem sido realizados por militantes que pretendem derrubar o governo apoiado pelos militares.

O primeiro-ministro Hazem el-Beblawi condenou os atentados, em um comunicado, no qual disse que foram uma tentativa de "forças terroristas" de prejudicar o plano político do governo, com o apoio dos militares, de reconduzir o país a eleições livres e justas.

No fim do dia, um helicóptero militar sobrevoou várias vezes o centro do Cairo, o que aumentou a preocupação de que um novo ataque pudesse ocorrer a qualquer momento.

As autoridades egípcias estão se preparando para mais violência durante o aniversário da derrubada de Mubarak, quando grupos políticos rivais devem sair às ruas, incluindo partidários do chefe do Exército, general Abdel Fattah al-Sisi, que depôs Mursi, bem como membros da Irmandade Muçulmana e liberais.

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