ONU confirma ataque químico na Síria; EUA, França e R. Unido culpam o regime
Internacional|Do R7
Nações Unidas, 16 set (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse nesta segunda-feira não é responsabilidade da ONU determinar quem usou armas químicas no ataque do dia 21 de agosto na Síria, enquanto Estados Unidos, França e Reino Unido argumentaram que apenas o regime de Bashar al Assad tem capacidade para usá-las. "A equipe do doutor Ake Sellstrom pôde determinar de maneira objetiva que se usou gás sarin. Agora são outros os que têm que dizer quem as usou e determinar responsabilidades", declarou Ban perante a imprensa depois de se reunir com o Conselho de Segurança. Ban indicou que se trata de um "crime de guerra" que "não pode ficar impune" e acrescentou que o Conselho de Segurança está discutindo exatamente como e quando apurar responsabilidades. Neste sentido, o presidente rotativo do Conselho, o embaixador australiano Gary Quinlan, afirmou que agora o principal órgão de decisão das Nações Unidas está debatendo neste momento uma proposta de resolução sobre a Síria. Por sua parte, os representantes de EUA, Reino Unido e França disseram que só o regime de Assad pode estar por trás do ataque, apesar de o relatório de Sellstrom não mencionar concretamente quem foi responsável. "O mandato da missão não era investigar quem empregou as armas químicas, mas os detalhes técnicos do relatório deixam claro que só o regime sírio pode ter lançado esse ataque", disse a embaixadora americana na ONU, Samantha Power. A embaixadora, que lembrou o relatório preliminar dos serviços de inteligência dos EUA, destacou que as armas utilizadas nesse ataque eram "profissionais" e ressaltou que a qualidade desse gás sarin é "mais alta" que o usado por Saddam Hussein em 1988. Samantha Power ressaltou que enquanto está claro, "em milhares de vídeos" de outros ataques, que as autoridades sírias têm gás sarin, "não há provas" que a oposição disponha desse tipo de arma. Perguntado pela minuta que o Conselho de Segurança está debatendo agora, o representante da França declarou que seu país é favorável a aprovar uma resolução que faça menção ao Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas, que permite uma intervenção militar. Por sua vez, o embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant, concordou com seus colegas de EUA e França em que o relatório dos inspetores das Nações Unidas "não deixa dúvidas" que, por trás do ataque, estão as forças do regime. Sobre as negociações no Conselho, Lyall Grant comentou que agora é preciso esperar a Organização para a Destruição de Armas Químicas (OPAQ) e a Organização Mundial da Saúde antes de submeter uma resolução à votação. Por sua parte, o embaixador russo, Vitaly Churkin, considerou que seus colegas ocidentais se "precipitam" ao atribuir o ataque ao regime de Assad, porque "ainda não tiveram tempo nem de ler o relatório". "Há ainda muitas perguntas que têm que ser analisadas de forma séria e profissional", disse o embaixador russo. EFE elr/rsd










