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ONU detecta possível uso de armas químicas em cinco pontos da Síria

Internacional|Do R7

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Nações Unidas, 12 dez (EFE).- Os analistas da ONU detectaram a possível utilização de armas químicas em cinco pontos da Síria de um total de sete investigados, segundo o relatório apresentado nesta quinta-feira ao secretário-geral, Ban Ki-moon. A equipe de especialistas averiguou sete das 16 denúncias, já que não recebeu "informação crível ou suficiente" sobre as demais, segundo o relatório, apresentado pelo responsável do grupo de analistas, o sueco Ake Sellstrom, ao secretário-geral. Ban destacou ao receber o relatório, sobre cujo conteúdo não falou, que o uso de armas químicas é uma grave violação do Direito Internacional, e ressaltou o compromisso alcançado em setembro para eliminar o arsenal químico do governo sírio, um processo que já está em andamento. O relatório, de 82 páginas, detalha o processo de busca e avaliação de testemunhas e provas nos sete lugares da Síria investigados nos últimos meses. Em Ghouta, o local dos arredores da Síria alvo do ataque mais conhecido, há provas "claras e convincentes" do emprego de armas químicas "em uma escala relativamente ampla" contra civis, incluindo crianças. Segundo os rebeldes, mais de 1.400 pessoas morreram nesse ataque. Em Khan al Asal, onde o governo sírio acusou os rebeldes de usar armas químicas em 19 de março deste ano, se encontrou informação "crível", mas que não pôde ser verificada de forma independente. No povoado de Khobar, onde a França denunciou o uso de gás sarin em abril deste ano, os analistas recolheram "provas consistentes com o provável uso de armas químicas" em uma escala "relativamente pequena", mas não acharam "informação primária" para certificá-lo. O mesmo ocorreu sobre sua investigação em Saraqueb, objeto de uma acusação do Reino Unido contra o regime sírio por um suposto ataque químico que teria ocorrido em abril deste ano. Em Ashrafiah Sahnaya foram encontradas evidências sobre um possível uso, mas as análises, sobre mostras já velhas, deram resultado negativo. O governo sírio foi quem denunciou o possível uso de armas químicas ali em agosto passado. A equipe de analistas não obteve resultados das amostras de sangue tomadas em Bahhriyeh, motivo pelo qual "não pode corroborar" as acusações de uso de armas químicas apresentadas em agosto pelo regime de sírio. Do incidente de Shei Maqsud, denunciado pelos Estados Unidos, a falta de informação impede dar substância à alegação que se usaram essas armas em abril. A missão das Nações Unidas "conclui que foram usadas armas químicas no conflito", assinala o relatório, embora o único caso com provas claras seja o já conhecido de Ghouta. O emprego destas armas "acrescentou outra dimensão ao contínuo sofrimento do povo sírio", acrescenta o documento. O secretário-geral discutirá o relatório amanhã a portas fechadas com a Assembleia Geral, após o que a alta representante de Ban para Assuntos de Desarmamento, Angela Kane, e o professor Sellstrom falarão com a imprensa. Ban Ki-moon também discutirá o conteúdo do documento na próxima segunda-feira com o Conselho de Segurança. EFE rcf/rsd

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