ONU diz que Daesh se reorganizou no Iraque e ainda é ameaça
Segundo discurso do embaixador da Indonésia no Conselho de Segurança da ONU, mesmo após a derrota na Síria o movimento jihadista ainda preocupa
Internacional|Da EFE

O Daesh começou a reorganizar suas células no Iraque e continua sendo um perigo em nível global, já que se transformou em uma rede secreta, alertou nesta segunda-feira (20) a ONU.
As afirmações foram feitas pelo embaixador da Indonésia na ONU, Dian Triansyah Djani, presidente do comitê do Conselho de Segurança responsável por fiscalizar as sanções aplicadas ao grupo jihadista.
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Para o diplomata, apesar de ter perdido praticamente todos os territórios que controlava no Iraque e na Síria, o Daesh segue como a maior ameaça terrorista internacional e é a organização que conta com mais recursos para realizar ataques em nível global.
Em apresentação para os outros integrantes do Conselho de Segurança da ONU, o diplomata explicou que a transformação do Daesh em uma rede terrorista secreta continua e está mais avançada no Iraque do que na Síria.
"No Iraque, o Daesh já começou a organizar células em nível provincial e atualmente tem um saldo positivo de combatentes da Síria para reforçar a rede emergente", afirmou.
Segundo o presidente comitê, se o grupo atingir o objetivo de sobreviver e ressurgir no Oriente Médio, é provável que volte a se concentrar em organizar operações no exterior.
No entanto, Djani ressaltou que o núcleo do movimento jihadista carece da "força necessária" para realizar ataques internacionais coordenados.
Há meses, a ONU alerta que, apesar das derrotas militares que sofreu na Síria e no Iraque, o Daesh segue supondo uma ameaça em nível global.
Enquanto isso, a Al Qaeda — de responsabilidade do mesmo comitê do Conselho de Segurança — "segue ativa em muitas regiões e mantém a ambição de se projetar mais internacionalmente", explicou o embaixador da Indonésia.
Além disso, alertou sobre o risco de a rede fundada por Osama bin Laden se aproveitar dos problemas do Daesh para crescer e tentar realizar seus próprios ataques terroristas.
O diplomata afirmou que os especialistas consideram que é possível que combatentes estrangeiros que nos últimos anos fizeram parte do Daesh passem agora a lutar pela Al Qaeda.











