ONU envia ajuda de urgência ao nordeste da Síria por causa de tempestade
Internacional|Do R7
Genebra/Bagdá, 15 dez (EFE).- Agências da ONU iniciaram neste domingo o envio por via aérea de ajuda humanitária de urgência ao nordeste da Síria, a região de Al Hasakah, uma das mais frias do país onde vivem cerca de 188 mil deslocados, que agora enfrentam a neve, a chuva e queda de temperaturas que acompanham a tempestade 'Alexa'. Destes deslocados, entre 50 mil e 60 mil vivem em situação "particularmente vulnerável", e são a prioridade desta missão humanitária aérea que conta com a autorização dos governos sírio e iraquiano. O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) abriram hoje uma ponte aérea de Erbil, capital do Curdistão iraquiano, até a cidade síria de Qamishli. O primeiro voo, fretado pelo PMA, aterrissou em Qamishli carregado com quase 40 toneladas de alimentos, como farinha de trigo, pasta, óleo, açúcar, sal, arroz, feijões enlatados e trigo; e nos próximos dias está previsto o envio de mais 11 aviões com comida suficiente para alimentar mais de 30 mil pessoas durante um mês. Esta é a primeira ponte aérea humanitária à Síria com provisões vindas do Iraque desde que explodiu a crise em 2011. Como parte desta operação, Acnur planeja enviar de Erbil 12 voos com 300 toneladas de artigos de primeira necessidade, 50 mil cobertores, 10 mil jogos de cozinha, 10 mil lonas de plástico, 10 mil vasilhas, 30 mil colchonetes e 10 mil kits de higiene. A Unicef enviará um avião carregado com provisões médicas e artigos e higiene. O inverno chegou antes do previsto ao Oriente Médio com a irrupção na zona da tempestade invernal 'Alexa', que fez parar comboios de ajuda humanitária que operavam nessa região da Síria e a fechar durante vários dias o aeroporto de Qamishli, o que atrasou vários voos de ajuda da ONU. Fontes da organização lembraram que o acesso rodoviário à região de Al Hasakah é muito perigoso, o que impediu a ajuda humanitária de chegar ali durante muito tempo, situação que esperam diminuir com esta ponte aérea com o Curdistão iraquiano. A zona do norte da Síria, na fronteira com a Turquia, é controlada por rebeldes e tem registros de enfrentamentos entre grupos armados curdos e grupos jihadistas. Há vários meses as organizações humanitárias trabalham ali com fortes limitações, devido à violência, mas também pela recusa do governo de Damasco em autorizar operações humanitárias por suas fronteiras, por temor de perder o controle delas e que seja contrabandeado armamento aos grupos opositores. A Acnur já ajudou três milhões de pessoas na Síria desde o início deste ano, incluídos deslocados internos que se viram forçados a abandonar suas famílias por causa da violência armada.EFE sga-sy/cd












