Oposição síria cobra atuação mais firma da Liga Árabe contra regime de Assad
Internacional|Do R7
Cairo, 2 set (EFE).- Lideranças da Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal aliança opositora do país, criticaram nesta segunda-feira a Liga Árabe, por não ter pedido ao Conselho de Segurança da ONU, sanções pelo uso de armas químicas por parte do regime liderado por Bashar al Assad, que governa o país. O porta-voz da CNFROS, Ahmed Ramadan, garantiu à Agência Efe que a organização esperava que os países árabes anunciassem de maneira "clara e oficial" seu apelo ao Conselho de Segurança, para que fossem tomadas "medidas punitivas dissuasivas" contra a Síria. Ontem, a Liga Árabe responsabilizou o regime sírio pelo uso de armas químicas, pedindo que ONU e comunidade internacional assumam sua responsabilidade contra os autores do suposto ataque químico ocorrido no dia 21 de agosto na periferia de Damasco. Outro dirigente da CNFROS, Haizam Maleh, sustentou que a aliança havia pedido aos ministros árabes que apoiassem uma intervenção militar estrangeira contra o regime sírio pelos "crimes de guerra e contra a humanidade" cometidos contra o povo do país. No entanto, não houve menção ontem da Liga Árabe sobre a intervenção militar, reivindicada pelos Estados Unidos. No grupo há divisão, com a Arábia Saudita a favor de um ataque, e o Egito contra a ação. O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby, disse hoje em entrevista coletiva que "qualquer ato para enfrentar ou castigar o regime sírio deve-se produzir no marco dos acordos da ONU". "Se alguém utiliza a força militar fora da legitimidade, o fará de maneira unilateral", completou o dirigente. EFE hh/bg











