Organizações marcham em Buenos Aires contra acordo YPF-Chevron
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 5 set (EFE).- Organizações sindicais, partidos políticos de esquerda e pessoas do setor agrário marcharam nesta quinta-feira em Buenos Aires para protestar contra o acordo que a companhia petrolífera argentina YPF assinou com a americana Chevron para explorar petróleo não convecional no gigantesco reservatório argentino de Vaca Muerta. Os manifestantes, integrantes da central dos Trabalhadores da Argentina, a Federação Agrária Argentina e da MST-Nova Esquerda, marcharam até a Plaza de Mayo, em frente à sede do Executivo argentino. "Vamos seguir enfrentando esse acordo de roubo e contaminação, que foi imposto pelos grandes", disse durante a passeata o deputado portenho Alejandro Bodart, da MST-Nova Esquerda. Por sua vez, a candidata à deputada portenha Vilma Rippol, também da MST-Nova Esquerda, afirmou que o acordo YFP-Chevron é "colonial" e contém "cláusulas ocultas". "Frente à crise energética do país é urgente discutir uma nova matriz energética que contemple as consequências ambientais, sociais e de saúde. E para avançar na recuperação dos recursos naturais com controle social não temos que abandonar as ruas", disse Ripoll. O decreto do Governo da província de Neuquén que autoriza que a Chevron e YPF explorem um setor de Vaca Muerta foi ratificado em 28 de agosto pela Legislatura local, em meio aos incidentes entre a polícia e organizações políticas que se manifestavam contra o acordo por eventuais danos ambientais. Em 24 de junho, o Governo de Neuquén (sudoeste) outorgou por decreto a concessão da área Mosconi à YPF, controlada pelo Estado argentino, e à Chevron, para iniciar ali o primeiro desenvolvimento em massa de hidrocarbonetos não convencionais dentro de Vaca Muerta. A primeira fase do projeto implica na perfuração de cem poços. O projeto representa um investimento total de US$ 1,5 bilhão na zona. A YPF está sob controle do Estado argentino desde maio de 2012, após a desapropriação de 51% das ações à espanhola Repsol, que mantém na companhia petrolífera argentina uma participação de 12%. EFE nk/ff (foto)











