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Otan vê guerra na Ucrânia como o primeiro passo de uma guerra maior, afirma professor

Simpatia de Trump por Putin dificulta unificação da aliança, segundo entrevistado

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Otan anunciou o envio de apoios adicionais no Mar Negro devido a ataques russos na costa da Romênia e Bulgária.
  • O professor Vitélio Brustolin afirmou que a Otan vê a guerra na Ucrânia como o início de um conflito maior.
  • Há tensões internas na Otan, especialmente devido à simpatia do presidente dos EUA por Putin.
  • Conflitos internos surgem em torno do financiamento de defesas militares, com a Espanha sendo um ponto de discórdia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um porta-voz da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou nesta quarta (21) o envio de apoios adicionais ao Mar Negro para a vigilância, reconhecimento e perícias forenses com sistemas de drones e aviões. Uma série de ataques na costa da Romênia e da Bulgária motivou a medida. Estados-membros têm alertado para uma suposta “guerra híbrida” com a Rússia.

O termo se relaciona aos ataques de mísseis e drones originários de Moscou a alvos nas fronteiras dos países europeus. Na análise do professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, as agressões reafirmam uma tese pessimista da aliança: “A Otan se prepara para uma guerra, [...] porque não acredita que a guerra da Rússia contra a Ucrânia seja só contra a Ucrânia. Acredita que seja o primeiro passo de uma guerra maior”.

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Bandeiras de países da Otan em frente à sede da aliança, em Bruxelas
Otan se desgasta em meio a um cenário tenso de guerra híbrida contra a Rússia Reprodução/Record News

A tensão se estende para as reuniões da organização, em que as rupturas entre os países-membros se mostram cada vez mais presentes, especialmente com o líder do grupo, os EUA. “A ironia disso tudo é que [...] o atual presidente dos Estados Unidos tem uma simpatia muito grande pelo presidente da Rússia, o Putin”, apontou Brustolin.

A aproximação entre os dois e o distanciamento com os outros representantes têm levado a conflitos internos em torno de questões como a meta dos membros direcionarem 5% do próprio PIB (Produto Interno Bruto) ao financiamento de defesas militares.

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“Todos os países pretendem cumprir essa meta, menos a Espanha. [...] E aí os EUA já dizem que não vão defender a Espanha em caso de guerra, o que é muito estranho”, afirmou o professor. No Conexão Record News, ele admitiu que a situação é tensa e instável. “O ambiente parece muito com uma nova Guerra Fria. E é bom que ela continue fria”, concluiu.

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