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Pai de atirador de Orlando teve programa de TV de viés crítico a Afeganistão e Paquistão

O afegão Seddique Mateen declarou que seu filho não agiu em função da religião

Internacional|Do R7

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Seddique Mateen defendeu o filho durante entrevista e disse que o massacre "não teve nada a ver com religião"
Seddique Mateen defendeu o filho durante entrevista e disse que o massacre "não teve nada a ver com religião"

O pai de Omar Mateen, que a polícia identificou como o atirador que matou 49 pessoas em uma boate gay lotada da Flórida no domingo (12), é um comentarista político de pouca expressão que costuma criticar o Paquistão e o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani.

O afegão Seddique Mateen, que registros públicos indicam como o pai de Omar Mateen, teve um programa de televisão ocasional em um canal via satélite afegão sediado nos Estados Unidos durante cerca de três anos, e continuou a publicar comentários políticos em sua página de Facebook, a mais recente delas no domingo.


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Omar Khatab, proprietário do canal Payam-e-Afghan, baseado na Califórnia, disse em uma entrevista que Seddique Mateen comprava horários do canal ocasionalmente para transmitir um programa chamado "Durand Jirga", dedicado em parte à disputada Linha de Durand, a fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão demarcada pelos antigos mandantes britânicos do subcontinente indiano.


Em uma entrevista à rede de televisão NBC News no domingo, Seddique Mateen, também conhecido como Mir Siddique, afirmou que o massacre realizada por seu filho "não teve nada a ver com religião".

Ele contou um incidente no centro da cidade de Miami no qual seu filho de 29 anos, nascido nos EUA e residente na Flórida, viu dois homens se beijando diante de sua esposa e seu filho e ficou muito irritado.


"Estamos dizendo que estamos pedindo desculpas pelo incidente todo", disse ele, segundo a NBC News. "Não estávamos cientes de qualquer ação que ele estivesse tomando. Estamos em choque, como o país todo".

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