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Papa diz que é possível uma solução pacífica para o conflito da Síria

Internacional|Do R7

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Carmen Postigo Cidade do Vaticano, 7 set (EFE).- O papa Francisco disse neste sábado que era possível uma solução pacífica para a guerra e pediu para que de cada lugar da Terra se grite "sim, é possível para todos", ao falar sobre o conflito da Síria para o qual pediu que "se pare o som das armas", durante sua homilia na Vigília pela paz. O papa Francisco, que foi interrompido várias vezes com aplausos, presidiu a vigília de oração para pedir a paz na Síria e no Oriente Médio, convocada junto a um dia de jejum para o qual foram convidados todos os católicos, os cristãos, os fiéis de cada religião e os homens de boa vontade. Perante cerca de 100 mil pessoas, segundo números oficiais, que abarrotaram a praça de São Pedro e arredores onde foram colocadas telas gigantes para acompanhar o ato, o papa fez um apelo para o fim da guerra: "Que termine o som das armas!", exclamou. "O perdão, o diálogo, a reconciliação, são as palavras da paz: na amada nação Síria, no Oriente Médio, no mundo todo", asseverou o papa em sua meditação, na qual pediu a reconstrução da fraternidade fundada no amor e na bondade do um para o outro. "Em cada guerra fazemos renascer Caim", advertiu o papa argentino. O papa Francisco chegou a pé às 19h (horário local, 14h de Brasília) na parte externa da Basílica de São Pedro acompanhado pelo cardeal Angelo Comastri, arcebispo de São Pedro e vigário da Cidade do Vaticano, enquanto aguardavam religiosos de todas as ordens, membros da Cúria e autoridades religiosas cristãs orientais. Em um altar, o papa rezou o rosário após a entronização da imagem de Nossa Senhora Salus Populi Romani, muito querida pelos romanos, que foi levada ao altar nos ombros de quatro guardas suíços ao som da Ave Maria. Finalizado o rosário, o papa se dirigiu aos presentes em um pronunciamento na qual pediu sem rodeios o fim da guerra na Síria. "A guerra sempre marca o fracasso da paz e isso é sempre uma derrota para a humanidade", disse o papa argentino. "Aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência está dormente, tornamos mais sutil a razão para nos justificar por assim dizer uma coisa normal e assim continuar causando estragos, dor e morte", disse. Durante sua homilia aos fiéis, entre os quais se encontrava uma delegação islâmica da comunidade do Mundo Árabe na Itália, com seu presidente Foad Aodi à frente, Bergoglio pediu "para reconstruir a harmonia mediante a união não com o confronto", porque "a violência, a guerra têm a linguagem da morte". "Podemos sair desta espiral de dor e de morte?", perguntou o papa. Para o pontífice argentino, "invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Salus Populi Romani, rainha da paz, quero responder: sim, é possível para todos. Esta noite queria que de cada parte da terra gritássemos: sim, é possível para todos". As palavras do pontífice foram largamente aplaudidas pelos participantes da vigília na qual além de religiosos, havia políticos, membros do corpo diplomático credenciado perante a Santa Sé e representantes de diversas instituições italianas, além de milhares de peregrinos e fiéis, sobretudo, romanos. No final da homilia, foi celebrada a Adoração Eucarística com cinco casais procedentes de Síria, Egito, Terra Santa, Estados Unidos e Rússia fizeram a oferta do incenso em um braseiro colocado no palanque à direita do altar. Houve leituras bíblicas e de orações pela paz compostas por papas, como a de Pio XII lido por uma menina, além de belíssima música sacra. Também na praça de São Pedro foram dispostos 50 confessores, segundo desejo expresso do papa, para quem quisesse receber o sacramento da reconciliação. A cerimônia, que durou quatro horas, terminou com a bênção eucarística durante a qual o papa se envolveu em uma capa de chuva e depois foi entoado o canto do Tantum Ergo. O pontífice convocou este ato no dia 1º de setembro durante a tradicional oração do Ângelus, no qual fez um enérgico apelo para que "não haja mais guerras" e expressou sua preocupação com o "dramático desenvolvimento que se apresenta na Síria". EFE cps/ma

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