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Parlamento do Chipre aprova parte do "plano B"

Internacional|Do R7

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Nicósia, 22 mar (EFE).- O Parlamento cipriota aprovou nesta sexta-feira por unanimidade a criação de um fundo nacional de solidariedade e a lei para restringir as transações financeiras, duas das principais medidas alternativas ao plano inicial do Eurogrupo sobre seu resgate. A votação aconteceu sem debate prévio e por enquanto se desconhece se será votada ainda hoje a polêmica taxa aos depósitos bancários. O denominado "plano B" consta de um total de nove minutas de lei e emendas às leis em vigor, mas não inclui ainda a taxa aos depósitos. O objetivo do plano é reunir os 5,8 bilhões de euros exigidos pela "troika" (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) em troca do resgate de 10 bilhões de euros. A série de leis contempla, entre outros, a criação de um fundo nacional de solidariedade, a restrição do movimento de capitais e a consolidação das entidades financeiras. O texto legislativo sobre as restrições aos movimentos de capital pretende evitar uma fuga de depósitos no momento em que os bancos cipriotas reabrirem suas portas, o que está previsto para terça-feira. Segundo esta lei, o ministro das Finanças e o presidente do Banco Central poderão estabelecer os limites por decreto, uma medida exigida pela delegação da "troika" internacional presente no Chipre. O fundo de solidariedade estará aberto às doações de cidadãos e empresas privadas e pode incluir mais adiante a oferta da Igreja do Chipre de hipotecar suas "imensas propriedades" e inclusive de possíveis derivados financeiros criados com base nos eventuais lucros futuros da extração do gás. Este fundo terá o poder de financiar bancos em dificuldades e inclusive o próprio Estado cipriota através da emissão de bônus ou outro tipo de produtos financeiros. EFE ih-yc-amu/rsd

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