Partido de ultradireita vence governistas e consegue segunda posição em eleições regionais alemãs
Angela Merkel, chaceler do país, lamentou derrota em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental
Internacional|Ansa

O partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AFD) — que é eurocético e contra a política de imigração alemã — ficou em segundo lugar nas eleições regionais realizadas no último final de semana em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, aumentando consideravelmente sua força política dentro do país.
O Partido Social-Democrata (SPD) recebeu mais de 30% dos votos, seguidos pelo AFD, com pouco mais de 20%, enquanto a governista União Democrata-Cristã (CDU) ficou em terceiro lugar, com cerca de 19%.
O resultado é simbólico, pois esta é a região que, desde os anos 1990, vem elegendo a chanceler Angela Merkel ao Parlamento.
Líder da extrema-direita alemã quer mandar refugiados para fora da Europa
Segundo analistas, a líder do governo alemão terá que lidar, cada vez mais, com o descontentamento sobre sua política de "portas abertas" aos imigrantes, considerado um "ato arriscado".
Na China, onde participa do G20, Merkel disse estar "muito triste" com o resultado e que sua prioridade vai ser reconquistar a confiança dos eleitores.
Nas demais três eleições regionais realizadas neste ano, o AFD nunca teve menos de 10% dos votos. Segundo uma sondagem publicada no último domingo, dia 4, o partido tem, em nível nacional, 12% das intenções de voto para as eleições do próximo ano, tornando-se a terceira força política dentro da Alemanha.
A líder da legenda, Frauke Petry, tem entre suas propostas disparar contra os imigrantes clandestinos que tentem entrar no país.
Itália
À beira do G20, que acontece na China, o premier da Itália, Matteo Renzi, um europeísta convicto, subestimou os resultados do pleito na Alemanha. "Uma eleição regional deve ser considerada como tal. Não existe a necessidade de fazer um caso nacional disso", apontou, em declaração a jornalistas.
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Imagens da crise de refugiados na Europa definiram o primeiro lugar do Prêmio de Fotografia Pulitzer de 2016, na segunda-feira (18). O comitê do júri dedicou o prêmio aos fotógrafos Maurício Lima, Sergey Ponomarev, Tyler Hicks e Daniel Etter pelo trab...
Imagens da crise de refugiados na Europa definiram o primeiro lugar do Prêmio de Fotografia Pulitzer de 2016, na segunda-feira (18). O comitê do júri dedicou o prêmio aos fotógrafos Maurício Lima, Sergey Ponomarev, Tyler Hicks e Daniel Etter pelo trabalho de cobertura feito ao jornal americano The New York Times, e aos funcionários da agência de notícias Thomson Reuters. Segundo membros do júri, as fotos “capturaram a determinação dos refugiados, os perigos de suas viagens e a luta para chegarem aos países onde seriam acolhidos". Veja a seguir as imagens que explicitam o drama vivido por milhares de pessoas que percorrem estradas desconhecidas em busca de um destino indeterminado chamado paz. As informações são do portal de notícias britânico The Independent





















