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Passageiro relata caos em aeroporto de Los Angeles após tiroteio

Internacional|Do R7

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Los Angeles (EUA), 1 nov (EFE).- Um clima de caos tomou conta do aeroporto internacional de Los Angeles nesta sexta-feira enquanto milhares de pessoas aguardavam para deixar o local após o tiroteio ocorrido durante a manhã em um dos terminais e que teve saldo de ao menos um morto e sete feridos, de acordo com fontes oficiais. A única morte registrada foi de um funcionário da Agência de Segurança do Transporte (TSA), confirmou a própria organização, que acrescentou que o atirador, identificado como Paul Ciancia, de 23 anos, entrou no terminal e abriu fogo usando um rifle de assalto. Em seguida, ele subiu para a área de segurança e fez vários disparos antes de entrar no saguão, onde há várias áreas de embarque, e trocar tiros com a polícia. "Houve uma troca de tiros e ele foi capturado. Foi um grande caos", afirmou Patrick Gannon, chefe policial do aeroporto. Os diversos depoimentos citados pela imprensa local confirmam o pânico generalizado diante das portas de embarque. A maioria das pessoas correu em busca de saídas ou para dentro dos banheiros para se esconder, enquanto alguns ficaram atrás das suas próprias bagagens. Uma das pessoas que aguardava para sair do aeroporto era José Antonio Torres, jornalista da Agência Efe no México e que chegou à cidade californiana vindo da Cidade do México às 9h15 locais em um voo da companhia Aeroméxico. "Fomos colocados em um ônibus que foi da zona de desembarque até a Imigração e vimos um grupo de umas 40 ou 50 pessoas na pista de aterrissagem", relatou Torres à Agência Efe. "Alguns desciam correndo de dois voos da Virgin América. Uma senhora de uns 40 anos fazia gestos tentando pedir ajuda, mas o ônibus não parou. Pensamos que tinha havido disparos, mas não tínhamos certeza", acrescentou. O jornalista contou que o grupo de passageiros passou pela Imigração "sem problemas" até chegar à Alfândega. "Os oficiais nos explicaram que houve um tiroteio e que um dos feridos era um companheiro deles", afirmou, acrescentando que, embora os passageiros estivessem há mais de duas horas no terminal, o ambiente era de tranquilidade. "Não há indícios de preocupação. Todos os agentes estão em seus postos, conversando com os passageiros, oferecendo garrafas de água e informando da situação", declarou. "É muito incomum ver algo assim. É uma sensação de assombro. Começam as perguntas e os comentários com os passageiros que tinham descido dos aviões. Alguns escutaram os disparos. Só quando o oficial me disse o que tinha acontecido foi que eu realmente notei algo de preocupante, mas não senti medo", afirmou. Algum tempo após o tiroteio, com a ordem sendo restabelecida no aeroporto, o clima e o semblante dos passageiros começou a mudar. Alguns, que como o jornalista aguardavam na área de recebimento de bagagens, esperavam o momento de sair enquanto tentavam se distrair de diferentes maneiras. "Uns olhavam seus computadores, outros escreviam no Twitter, tinha até quem acompanhasse o jogo entre México e Brasil pelas quartas de final do Mundial sub-17. Não há queixas. Todos com as bagagens na mão. Disseram que olhariam os nossos documentos e que muito em breve nos atenderiam para sairmos do aeroporto o mais rápido possível. O objetivo era normalizar a situação", lembrou Torres. EFE mg/cdr/id

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