Pentágono nega informação sobre uso de armas químicas na Síria
Internacional|Do R7
O chefe do Pentágono, Chuck Hagel, se negou nesta quarta-feira a responder uma consulta dos senadores americanos sobre a utilização de armas químicas na Síria, e anunciou um reforço da presença militar americana na Jordânia.
"Nossos serviços de inteligência têm as melhores condições para revelar o que sabemos e o que não sabemos (...). Acredito que isto deveria ser analisado em uma audiência fechada" ao público, respondeu o secretário da Defesa ao ser questionado por um senador sobre o uso de armas químicas na Síria, durante audiência na comissão das Forças Armadas.
Ao ser interrogado pelo senador republicano John McCain sobre a utilização de armas químicas por parte do regime de Bashar al-Assad, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Martin Dempsey, citou "elementos divulgados pela imprensa", mas acrescentou: "não posso dizer mais nada nesta audiência".
Na semana passada, diplomatas da ONU que pediram para ter a identidade preservada informaram que havia "provas sólidas" sobre o uso de armas químicas na Síria ao menos uma vez.
O secretário da Defesa anunciou ainda o fortalecimento do dispositivo militar na Jordânia, para treinar o Exército do país e responder a "todos os possíveis cenários em caso do uso de armas químicas".
Washington já havia mobilizado em outubro cerca de 150 militares das forças especiais na Jordânia. Na ocasião, o Pentágono informou que as tropas americanas ajudariam principalmente a "estabelecer um quartel general" para dirigir as operações relativas à Síria.
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