Petrobras confirma que diretoria da companhia será substituída
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 4 fev (EFE).- A Petrobras, envolvida no grande escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato, confirmou nesta quarta-feira que toda a direção da companhia será substituída e que os novos nomes podem ser anunciados na sexta-feira. "A Petrobras informa que seu Conselho de Administração se reunirá na próxima sexta-feira para eleger nova diretoria face à renúncia da presidente e de cinco diretores", informou a empresa estatal em comunicado enviado para o mercado. A nota confirma as versões de véspera, que não tinham sido admitidas nem pela empresa nem pelo governo, segundo as quais a presidente da companhia, Graça Foster, havia acertada com a presidente Dilma Rousseff sua saída e do restante da diretoria da Petrobras. A estatal tem ações negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova York, Madri e Buenos Aires. A permanência de Graça Foster à frente da Petrobras era considerada inviável por muitos devido ao escândalo de corrupção que atingiu vários ex-dirigentes da companhia. A notícia de que Dilma, que se negava a demitir a funcionária, por quem nutre uma antiga amizade, finalmente tinha aceitado a renúncia de Graça Foster, provocou uma forte alta das ações da Petrobras na Bolsa de Valores de São Paulo ontem e hoje. As ações preferenciais da empresa subiram 15% na terça-feira. As versões sobre as mudanças na direção da companhia surgiram após uma reunião de quase de três horas entre Dilma e Graça Foster realizada ontem no Palácio do Planalto, O ministro da Secretaria de Comunicação da presidência, Thomas Traumann, única fonte oficial a se pronunciar sobre o caso, afirmou então que a saída da funcionária não tinha sido decidida no encontro. A saída não foi confirmada pois Dilma ainda não tinha decidido seu substituto, missão que encarregou ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a quem pediu alguém com boa aceitação no mercado. De acordo com algumas hipóteses, entre os candidatos para assumir o comando da empresa está o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. EFE cm/dk











