Pier Luigi Bersani propõe assumir a formação de Governo na Itália
Internacional|Do R7
Roma, 21 mar (EFE).- O secretário-geral do Partido Democrata (PD) italiano, Pier Luigi Bersani, propôs nesta quinta-feira assumir a formação de Governo, após as apertadas eleições gerais de fevereiro, nas quais sua coalizão de centro-esquerda foi a mais votada. Bersani, que conta com maioria absoluta na câmera baixa mas não no Senado, compareceu perante os meios de imprensa em Roma, no Palácio do Quirinale, sede da Presidência da República, após fechar a rodada de consultas para formar um Governo que manteve com o chefe do Estado, Giorgio Napolitano, desde ontem. "Entregamos ao presidente da República nossas reflexões, que são baseadas no que sentimos que provém do país, que é uma exigência de Governo. É uma exigência também de mudança. Estes dois termos são indivisíveis", disse o líder do PD. "Agora nós, o PD, a primeira força deste país, a primeira coalizão italiana, nos colocamos à cargo desta exigência, sabendo que é uma exigência deste país e da Europa, porque o continente também tem um olhar atento e preocupado sobre a situação da Itália", acrescentou. Bersani citou como prioridades do Executivo uma "atenção imediata" aos temas sociais mais preocupantes e uma "iniciativa forte, decidida, para dar uma moralidade à vida pública", assim como reformas institucionais. Segundo Bersani, "existe a responsabilidade de iniciar a legislatura baseada no que os italianos nos pedem. Temos que fazer algumas coisas singelas que os italianos nos pedem. Assim tem que partir um Governo, sem isso, não é possível começar nenhum Governo". "Espero que haja uma boa solução. Espero poder dar uma mão a esta solução. Meu partido sente que tem uma responsabilidade e tem que exercê-la por este país, tem que mostrar serviço, dar uma mão para encontrar uma solução, não qualquer, porque um Governo sem possibilidade de dar um sinal de mudança nos levaria a problemas piores", acrescentou. O secretário-geral do PD, a primeira formação de centro-esquerda da Itália, assinalou que não tem um plano B porque nem sequer tem um A, já que a solução corresponde ao presidente da República, com base no que foi dito durante as consultas. Bersani indicou que em sua pretensão de lançar um desafio para todo Parlamento de reformas institucionais, está incluída também a direita do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, embora, segundo ele, há pontos que tem intenção de abordar que essa formação impediu nestes anos. Desde as eleições, Bersani buscou o apoio no Senado do Movimento 5 Estrelas do comediante Beppe Grillo, mas este se negou, enquanto Berlusconi propôs a formação de um Executivo de união nacional apoiado tanto pelo PD como por seu partido, o Povo da Liberdade (PDL). EFE mcs/ff











