Piloto que salvou dezenas nos EUA foi pioneira na aviação militar
Tammy Jo Shults, que pousou avião com 148 pessoas a bordo após explosão de motor, foi das primeiras norte-americanas a pilotar jatos de combate
Internacional|Fábio Fleury, do R7, com agências internacionais

Na terça-feira, a piloto norte-americana Tammy Jo Shults se tornou uma heroína nos Estados Unidos, após conseguir um pouso de emergência bem-sucedido, com 149 pessoas a bordo, na Filadélfia.
A turbina da asa esquerda do Boeing 737 que Tammy Jo pilotava explodiu em pleno voo, a 9 mil metros de altitude. Um pedaço de metal do motor atingiu e destruiu uma das janelas.
Uma mulher foi sugada para fora da aeronave, mas foi segura pelos outros passageiros. Ela não resistiu aos ferimentos, no entanto, e foi a única vítima fatal do acidente.
A tragédia poderia ter sido muito maior, mas foi controlada graças à habilidade e à calma da piloto.
Carreira na Marinha
De acordo com uma porta-voz da Marinha norte-americana, Tammy Jo Shults entrou na academia militar de Pensacola, na Flórida, em junho de 1985 e fez parte da primeira turma de mulheres a pilotar caças F-18 nos EUA.
Apesar de obter resultados mais do que satisfatórios nos treinamentos, nas mesmas condições que seus colegas homens, Shults não fez missões de combate. Na época, isso era proibido para mulheres e a regra mudou pouco depois.
Ela ficou na Marinha até 1993, quando passou para a reserva. Shults passou os anos seguintes treinando novos pilotos até receber baixa, com a patente de capitã-tenente, em 2001. Depois disso, passou para a aviação comercial.









