Pizzaria deixou ao menos 85 pessoas intoxicadas após óleo de maconha ser usado em massa
Sintomas incluiam tontura, sonolência, náuseas e até alucinações; uso recreativo ou medicinal é legalizado em regiões dos EUA
Internacional|Do R7
RESUMO DA NOTÍCIA
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Um surto inusitado de intoxicação por óleo de maconha assustou os clientes de uma pizzaria em Wisconsin, nos Estados Unidos. Pelo menos 85 pessoas passaram mal após consumir alimentos no local entre os dias 22 e 24 de outubro de 2024. Os sintomas variavam entre tontura, sonolência, ansiedade, náuseas e até alucinações, típicos de quem ingeriu produtos com cannabis.
A confusão começou quando o dono do restaurante percebeu que havia acabado o óleo de cozinha tradicional. Sem tempo para repor o estoque, ele decidiu pegar óleo emprestado de uma cozinha que funcionava no mesmo prédio. O problema foi que um dos fornecedores da cozinha compartilhada produzia alimentos com THC extraído do cânhamo, e o óleo que pegaram emprestado já estava “contaminado”.
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Em questão de horas, ao menos sete pessoas deram entrada em hospitais da região com sintomas suspeitos. A partir disso, o departamento de saúde local lançou um questionário público para rastrear possíveis vítimas da contaminação. Entre 107 respostas válidas, 85 apresentavam sinais claros de intoxicação após comer pizza, pão de alho, pão de queijo ou sanduíches da pizzaria.
O THC, ou tetrahidrocanabinol, é a principal substância psicoativa presente na planta da maconha. É ela que provoca efeitos como alteração na percepção do tempo, euforia, taquicardia, paranoia e até vômitos, principalmente quando ingerida em doses inesperadas. O uso recreativo ou medicinal da substância é legalizado em algumas regiões dos EUA, mas deve ser sempre controlado e rotulado.
As autoridades de saúde alertam que eventos como esse, apesar de raros, podem acontecer quando ingredientes com THC não são armazenados ou identificados corretamente. Por isso, reforçam a importância de embalagens com rótulos claros, armazenamento seguro e o cumprimento rigoroso das normas sanitárias por parte dos estabelecimentos.
O dono do restaurante disse acreditar, inicialmente, que o óleo era comum, feito de canola. Só depois descobriu que poderia estar contaminado com THC. Um teste feito no recipiente de onde o óleo foi retirado confirmou a presença da substância. A polícia investigou o caso e concluiu que não houve má-fé. Ou seja, ninguém tentou drogar os clientes de propósito e, por isso, o responsável não foi indiciado.
Após o incidente, o local foi fechado temporariamente para limpeza e desinfecção conforme determina o código sanitário do estado. A pizzaria reabriu normalmente dois dias depois, em 26 de outubro.







