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Pizzolato deve ser acusado por uso de documentos falsos na Itália

Internacional|Do R7

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Roma, 6 fev (EFE).- O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção e detido na quarta-feira na cidade italiana de Modena, será acusado também pelo uso de documentos falsos na Itália, onde permanece à espera da extradição para o Brasil. Pizzolato, que conta com dupla nacionalidade ítalo-brasileira, se encontra atualmente detido na prisão de Sant'Anna em Modena. O Brasil deve solicitar a extradição do detido ao Ministério da Justiça da Itália, que transmitá o pedido ao Tribunal de segunda instância de Bolonha, que estudará o caso baseando-se nos tratados internacionais. Além disso, segundo indicaram nesta quinta-feira os meios de comunicação italianos, o Governo do Brasil terá 40 dias para solicitar sua extradição, que será administrada pela Promotoria de Bolonha, que deverá responder a dito pedido por parte do estado brasileiro. O Governo, por meio de seu titular de Justiça, José Eduardo Cardozo, já anunciou ontem que solicitaria ao Executivo italiano a extradição de Pizzolato, o único foragido entre os condenados no chamado "Mensalão" por atos corruptos durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). "É nosso dever e assim faremos. Comunicaremos a prisão ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tomaremos todas as medidas", declarou ontem o ministro brasileiro em entrevista coletiva. Por outro lado, o julgamento na Itália por uso de documentos falsos (o detido tinha passaporte falso), cuja data ainda se desconhece, poderia supor uma pena de prisão de até 3 anos, segundo fontes judiciais que sublinharam que atualmente a prioridade para a Itália é que Pizzolato seja extraditado. A detenção de Pizzolato aconteceu às 11h local (8h, em Brasília) de ontem, na cidade italiana de Maranello, província de Modena, em uma operação coordenada pela Interpol e os Carabineiros (polícia italiana) sem incidentes na qual, a princípio, o condenado tentou negar sua identidade. O detido permanecia escondido em casa de um sobrinho seu, como ventilavam as autoridades brasileiras, e possuía um passaporte falso com sua fotografia e com os dados de um irmão já falecido, além de outros documentos cuja natureza ainda é desconhecida. Junto a ele estava sua mulher, que como indicou a fonte à Agência Efe, foi uma das causas pelas quais o condenado foi descoberto, já que as autoridades de Modena a viram passeando ao redor da casa na qual permaneciam escondidos. Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro após o escândalo do "Mensalão". Pizzolato deveria ter sido o primeiro dos 25 condenados pelo caso em a ser preso em 13 de novembro, mas quando os agentes policiais se apresentaram em seu domicílio não o encontraram. Segundo as investigações, Pizzolato chegou a Itália desde o Paraguai com o objetivo de "ser submetido a um novo julgamento na Itália por um tribunal que não esteja subjugado às imposições dos empresários brasileiros e aproveitando os tratados de extradição entre Brasil e Itália", confessou em carta. EFE gsm/ff

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