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Polícia começa retirada de manifestantes da Praça Taksim em Istambul

Internacional|Do R7

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Istambul, 11 jun (EFE).- A polícia entrou com veículos blindados na Praça Taksim em Istambul para começar a retirada dos manifestantes utilizando gás lacrimogêneo e jatos d'água, informou nesta terça-feira a emissora "NTV". Os agentes anunciaram através de alto-falantes que não iriam fazer a retirada dos manifestantes reunidos no acampamento no parque Gezi, mas apenas limpar a praça e seus arredores. Os policiais cercaram a praça no começo da manhã e por volta de 1h30 (de Brasília) começaram a atravessar as várias barricadas levantadas para impedir o acesso à Taksim e se aproximar do Centro Cultural Atatürk, um edifício em construção com vários andares, também ocupado pelos manifestantes. Vários veículos com agentes chegaram nas proximidades do estádio de futebol do Besiktas, no caminho entre a praça e o bairro de mesmo nome e cenário frequente de conflitos nos últimos dias. Desde ontem à noite correram rumores de uma iminente intervenção policial, apesar de o governador de Istambul, Hüseyin Avni Mutlu, ter afirmado nas redes sociais que não iria retirar os manifestantes do parque Gezi. No entanto, o vice-primeiro-ministro, Bülent Arinç, anunciou que não iria tolerar "atividades ilegais" em uma entrevista coletiva ontem à noite, na qual prometeu que o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, se reuniria com os manifestantes acampados no parque Gezi na quarta-feira. No entanto, a Plataforma de Taksim respondeu que não tinha recebido um convite para tal reunião. O movimento, que tinha pedido a demissão dos responsáveis pela violência policial, inclusive o governador de Istambul, retirou ontem esta reivindicação, mas insistiu na preservação do parque Gezi, ameaçado por um projeto urbanístico, e na investigação da atuação da polícia. Por outro lado, Arinç garantiu também que recebeu promessas dos responsáveis pelo clube de futebol Besiktas de que a torcida, até agora muito ativa, não iria continuar com os protestos. A torcida, no entanto, negou esta pretensão em uma declaração publicada em seu site e prometeu continuar com os protestos. Os responsáveis pela plataforma cidadã anunciaram que vão realizar hoje uma entrevista coletiva para dar uma resposta a Arinç. EFE dt-iut/rpr

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