"Polícia da moral" saudita é criticada por atuação com mulheres
Internacional|Do R7
Riad, 20 nov (EFE).- O Conselho Consultivo ou "Shura" da Arábia Saudita criticou a atuação da polícia da moral por sua truculência com as mulheres e sua falta de clareza, segundo publicou nesta quarta-feira o jornal árabe internacional "Al-Hayat". Várias integrantes dessa assembleia parlamentar de caráter consultivo pediram que sejam determinados os casos em que essa polícia pode atuar e que haja mulheres em suas fileiras. Zeinab abu Taleb pediu às autoridades para empregarem mulheres na Comissão para a Promoção da Virtude e na Luta contra o Vício (conhecida como polícia da moral) para que evitem o tratamento rude às mulheres nos shoppings. Por sua vez, outra integrante da "Shura", Ataa al Sebiti, ressaltou a necessidade de determinar as supostas condutas reprováveis, para que a polícia da moral não cometa excessos. "O trabalho da Comissão deve ser voltado contra atos reprováveis claros, por isso não deve investigar assuntos privados das pessoas", enfatizou. Seu colega, Abdullah al Yaguiman, denunciou que a polícia da moral "carece de uma visão clara". A Comissão para a Promoção da Virtude e a Luta contra o Vício é a polícia saudita encarregada de zelar pelo cumprimento dos rigorosos códigos islâmicos sobre o vestuário e a moral. O órgão de segurança sofreu duras críticas de organizações civis e de veículos de imprensa de informação nos últimos anos por erros cometidos por seus agentes em sua atuação e por não contar com uma norma sobre as infrações que castiga e as sanções que aplica. A Arábia Saudita é governada por uma monarquia com poderes absolutos e nela rege uma estrita interpretação da "sharia" ou lei islâmica, que impõe a segregação de sexos em espaços públicos. EFE sa/tr












