Polícia egípcia dispersa estudantes que protestavam contra queda de Mursi
Internacional|Do R7
Cairo, 1 dez (EFE).- A polícia do Egito dispersou neste domingo estudantes islamitas que entraram na praça Tahrir, na capital Cairo, para protestar neste domingo contra a derrubada do ex-presidente Mohamed Mursi, informaram à Agência Efe fontes da Irmandade Muçulmana. O porta-voz da organização islâmica afirmou que a polícia interveio contra os manifestantes, que também saíram às ruas para denunciar a morte, na quinta-feira passada, de um jovem da Universidade do Cairo em conforntos com as forças de segurança. Alunos dessa instituição e da Universidade de Al-Azhar, entre outras, voltaram a se manifestar e gritaram palavras de ordem contra o Ministério do Interior, desafiando a nova lei que proíbe as manifestações sem autorização. Segundo a televisão estatal egípcia, as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes na praça. O local teve o trânsito interrompido. A Irmandade Muçulmana denunciou em seu site que várias pessoas ficaram feridas por disparos de balas de chumbo, e que outras apresentavam sintomas de asfixia pelos efeitos do gás. Além disso, reiteraram sua rejeição ao uso da força por parte da polícia para dispersar "manifestações pacíficas". A nova lei sobre os protestos proíbe, entre outros pontos, concentrações de mais de dez pessoas sem autorização, limita as manifestações na frente de prédios públicos e estabelece duras penas para os infratores da norma. De acordo com a legislação do país, a polícia egípcia pode dispersar os protestos se considerar que podem ser um perigo para a segurança e empregar a força em função do dano que queira evitar. EFE ms-bds/cdr/id











