Policiais mortos no Rio são homenageados com cruzes na praia de Copacabana
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 9 dez (EFE).- Uma ONG colocou nesta terça-feira 152 cruzes pretas na praia de Copacabana para lembrar e homenagear os 152 policiais assassinados no estado do Rio de Janeiro entre 2013 e 2014. Além das cruzes, foi possível observar uma grande quantidade de rosas vermelhas e as fotos dos policiais mortos, que somam 73 em 2013 e 79 em 2014, segundo os dados da ONG Rio de Paz, responsável pelo ato, no qual participaram parentes de agentes assassinados. O diretor da Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse à Agência Efe que os policiais são enviados a "missões impossíveis" e são deixados "a sós" em favelas onde não têm respaldo e estão à mercê dos grupos armados de narcotraficantes. "Eles (policiais) estão morrendo muito. Em dois anos, 152 policiais militares sofreram mortes violentas. Em que país do mundo encontramos esta estatística?", disse Costa. O ativista também denunciou que o Estado não presta assistência às famílias dos policiais mortos, o que considerou "injusto", e se queixou de problemas de formação e dos baixos salários pagos aos agentes. Um dos policiais homenageados foi o soldado Titus Lucius Bessa de Farias, de 31 anos, que foi assassinado em 9 de março quando alguns ladrões tentaram roubar seu automóvel, quando estava fora de serviço, situação na qual morrem a maioria dos agentes. As autoridades acreditam que os ladrões, que não foram identificados, encontraram a carteira profissional de Farias durante o roubo e por esse motivo o mataram. Um irmão deste policial, Thiago César Bessa de Farias, pediu um aumento das penas aos assassinos de policiais, do mesmo modo que são castigados com mais dureza os membros dos corpos de segurança que cometem infrações e afirmou que existe "uma caça" aos policiais. "Vemos o secretário de segurança (do Rio, José Mariano Beltrame) dizendo que não existe caça aos policiais. Sim existe. Qualquer policial reconhecido (em um roubo) é assassinado. Então existe sim uma caça a qualquer policial militar", disse. Na segunda-feira, quatro policiais ficaram feridos em dois tiroteios ocorridos no complexo de favelas de Alemão. O complexo do Alemão sofreu um intensificação da violência nos últimos meses por parte dos grupos de narcotraficantes que ainda operam na zona. EFE lvs-mp/ff (foto)(vídeo)










