Por que os EUA não conseguem liberar e proteger o estreito de Ormuz
Rota marítima é essencial para o fluxo de petróleo, que vem enfrentando disparada nos preços
Internacional|Do R7
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Os Estados Unidos “não estão preparados” para escoltar navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, afirmou um alto funcionário do governo americano à agência Al Jazeera. Enquanto isso, o Irã segue bloqueando parcialmente a rota, essencial para o fluxo do petróleo.
O fechamento fez com que os preços da commodity disparassem nos últimos dias. A escolta das embarcações, uma possibilidade que já foi levantada pelo presidente americano, Donald Trump para que consigam passar pela via marítima, se apresenta cada vez mais como uma proposta de alto risco durante a guerra, apontam especialistas.
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Isso porque a aproximação de navios de guerra americanos nas águas próximas à costa do Irã pode provocar a retaliação do país persa, que ataca com drones ou mísseis balísticos terra-mar.
“O desafio será lidar com a proximidade dos lançadores de drones e dos lançadores de mísseis que estarão localizados ao longo da costa iraniana”, disse Bryan Clark, especialista em operações navais do Hudson Institute, ao jornal The Hill. “O problema é que você só tem alguns minutos depois que o lançador sai da água antes que os mísseis cheguem até você, porque estamos falando de apenas 3 ou 4 milhas da costa até a faixa de tráfego.”
Para John Kirby, almirante da Marinha aposentado e ex-porta-voz do Pentágono, é possível bloquear o estreito “apenas com medo”.
“Nos primeiros dias desta guerra, foi exatamente por isso que o estreito foi fechado. Eles não tinham disparado um único drone, não tinham lançado um míssil, não tinham colocado uma mina, mas ninguém atravessava aquele estreito porque estavam com medo”, afirmou Kirby durante participação no programa Morning Joe, da MS Now.
Irã diz permitir passagem de alguns navios no estreito de Ormuz
O Irã afirmou, na quinta-feira (12), que permitiu a passagem de navios de alguns países pelo estreito de Ormuz. O país, no entanto, indicou que nações consideradas alinhadas à ofensiva militar podem não se beneficiar de trânsito seguro pela rota estratégica.
“Alguns países já falaram conosco sobre atravessar o estreito e nós cooperamos com eles”, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi à AFP. Segundo ele, “os países que se juntaram à agressão não devem se beneficiar de passagem segura pelo estreito de Ormuz”.
Ele negou que o Irã esteja instalando minas na via marítima, após Trump afirmar que forças americanas atingiram 28 embarcações iranianas usadas para esse tipo de operação.
Trump, por sua vez, afirmou, na sexta-feira (13), que os EUA forneceriam escolta militar para petroleiros que transitam pelo estreito, caso fosse necessário.
“Faríamos isso se precisássemos”, disse o republicano em entrevista a Brian Kilmeade, da Fox News, quando questionado se as Forças Armadas americanas estavam preparadas para escoltar petroleiros na região. “Mas, espero que tudo corra muito bem. Vamos ver o que acontece”, acrescentou o republicano.
A fala contradiz uma declaração anterior do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright. À CNBC, ele disse que uma eventual intervenção americana na região “não pode acontecer agora.”
“Simplesmente não estamos preparados. Todos os nossos recursos militares estão, neste momento, concentrados em destruir as capacidades ofensivas do Irã e a indústria manufatureira que as abastece”, disse o secretário de Energia.
O aumento dos preços da energia pode levar ao aumento da inflação e afetar o custo de bens básicos, incluindo alimentos.
Trump, no entanto, sugeriu que os EUA se beneficiam da disparada de preços. “Os Estados Unidos são, de longe, o maior produtor de petróleo do mundo, então, quando os preços do petróleo sobem, ganhamos muito dinheiro”, escreveu nas redes sociais.
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