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Por que os EUA querem imprimir concreto em 3D debaixo d’água

Projeto prevê equipamentos capazes de atuar desde regiões próximas à costa até áreas com até 100 metros de profundidade

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Departamento de Defesa dos EUA quer desenvolver tecnologia para imprimir concreto em 3D debaixo d'água usando materiais locais.
  • A iniciativa busca soluções para superar dificuldades em construções subaquáticas, visando estruturas estratégicas como portos e barreiras marítimas.
  • O projeto planeja sistemas autônomos que utilizem inteligência artificial para ajustar a composição do concreto conforme o ambiente.
  • A proposta visa reduzir custos e aumentar a eficiência em operações militares, utilizando matéria-prima local e robôs para reparos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

EUA tentam desenvolver tecnologia para imprimir concreto d’água usando areia, argila e água do mar Reprodução/Chief Builder Tyler Ault/US Navy

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos quer transformar o próprio fundo do oceano em matéria-prima para obras de infraestrutura. Por meio da DARPA, braço de pesquisa avançada das Forças Armadas, o país busca desenvolver uma tecnologia capaz de imprimir concreto em 3D debaixo d’água usando areia, argila e água do mar disponíveis no próprio local.

Segundo o Business Insider, a agência abriu espaço para que empresas e universidades apresentem soluções para superar as dificuldades das atuais técnicas de construção subaquática. O projeto prevê equipamentos capazes de atuar desde regiões próximas à costa até áreas com até 100 metros de profundidade.


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A tecnologia seria voltada principalmente para estruturas consideradas estratégicas, como portos, barreiras marítimas e recifes artificiais. Também poderia ser empregada na proteção e no reparo de tubulações submarinas de petróleo e gás e de cabos usados em telecomunicações.

Um dos objetivos mais ambiciosos é desenvolver, no futuro, um sistema totalmente autônomo. Robôs poderiam analisar as características do ambiente e, com auxílio de inteligência artificial, identificar a proporção adequada de sedimentos e água para produzir o material de construção em cada região.


Necessidades das Forças Armadas

A aposta da DARPA também tem relação direta com as necessidades das Forças Armadas. Portos, píeres e outras instalações marítimas são fundamentais para a logística militar, mas sofrem continuamente com corrosão, umidade, tempestades e a ação da água salgada.

Embora já existam métodos para construir estruturas de concreto no fundo do mar, eles exigem equipamentos especializados e o transporte de materiais até o local da obra. Para a agência americana, essas limitações tornam os processos atuais caros, lentos e pouco adequados para operações militares que exigem mobilidade e rapidez.


Com a nova proposta, grande parte da matéria-prima poderia ser obtida diretamente do ambiente. Isso reduziria a necessidade de transportar materiais e permitiria que sistemas robóticos realizassem reparos em instalações danificadas, inclusive em situações de conflito.

A DARPA já pesquisa outras maneiras de tornar a infraestrutura militar mais resistente e fácil de recuperar. Em 2023, a agência destinou US$ 10 milhões a um projeto da Universidade do Colorado para estudar estruturas de concreto capazes de se reparar, utilizando uma abordagem inspirada em sistemas biológicos.

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