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Portugal fechou 2012 com 25% a mais de desemprego, aponta INE

O número de desempregados no país chegou a 860 mil segundo o Instituto Nacional de Estatística

Internacional|Do R7

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Portugueses protestam por garantia de trabalho e melhores salários em 2012
Portugueses protestam por garantia de trabalho e melhores salários em 2012

A crise econômica que Portugal atravessa afetou diretamente os níveis de desemprego do país no ano passado, ano em que esse índice foi elevado em 25% em relação ao ano anterior, o que equivale a 860 mil desempregados, informou nesta quarta-feira (13) o Instituto Nacional de Estatística (INE) luso.

Segundo o INE, que situa a taxa de desemprego de 2012 em 15,7%, os números obtidos no último ano são quase três pontos superiores aos de 2011, além de estarem situados dois décimos acima das previsões feitas pelo governo português e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Os números de desemprego em 2012 foram prejudicados pela grande baixa registrada no último trimestre, quando mais de 154 mil pessoas perderam seu trabalho em Portugal.

Diante desta situação, a taxa de desemprego chegou aos 16,9% (1,1% a mais que no final de setembro), uma taxa nunca vista antes nesse país.

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Apesar da grande alta do último ano, a taxa de desemprego em Portugal aumentou pelo quarto ano consecutivo, desde 2008, quando esse índice era situado em 7,6%, menos da metade do registrado em 2012.

Veja as principais imagens desta quarta-feira (13)

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O aumento da taxa de desemprego foi ainda mais intenso entre os jovens - de 15 a 24 anos -, que fechou 2012 com 37,7%, sete pontos percentuais a mais do que em 2011.

O número de pessoas que estão desempregadas há mais de 12 meses também apresentou um aumento significativo, 8,5%, 1,2 pontos a mais do que no ano anterior.

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Os dados não mostram, no entanto, muitas diferenças em função do sexo, já que a taxa de desemprego é praticamente idêntica entre homens e mulheres.

Portugal, que conta com uma população ativa de 5,5 milhões de trabalhadores - sobre um total de 10,5 milhões de habitantes -, atravessa a pior crise econômica de sua história recente e se encontra sob a supervisão financeira da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

Em troca do resgate financeiro empregado pelos organismos internacionais, as autoridades lusas se comprometeram a implementar um severo programa de ajustes e reformas, o qual é aplicado a todo rigor pelo atual Executivo, de postura conservadora.

Após registrar uma queda de 5,7% na economia entre 2011 e 2012, o governo luso espera voltar a crescer ligeiramente a partir do último trimestre deste ano, o que também poderia ser refletido em uma previsível redução do desemprego.

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