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Possível ‘voo-fantasma’: avião cai após perder contato com a torre e repetir círculos por 2 horas

Suspeita do governo da Bolívia é de despressurização da cabine, o que deixou pilotos sem oxigênio e provocou a queda da aeronave

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um avião pequeno caiu na Bolívia, matando os dois pilotos a bordo.
  • A aeronave fez 20 círculos no ar por 2 horas antes do impacto.
  • A principal suspeita é que houve despressurização da cabine, causando perda de consciência dos pilotos.
  • O governo investiga as causas do acidente, considerando a falta de oxigênio como hipótese principal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um avião de pequeno porte, que saiu de La Paz rumo a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, caiu na última segunda-feira (13) e matou duas pessoas a bordo — o piloto Carlos Moyano e o copiloto Julio Sardán.

Além da tragédia, chamaram a atenção das autoridades os 20 círculos, por 2 horas, do Cessna Citation 550, matrícula CP-3243, antes do impacto contra o solo. Também não houve qualquer sinalização de emergência por parte da tripulação.


Avião pequeno se acidenta em área de mata, com um helicóptero de resgate à frente
Avião de pequeno porte caiu em área de mata após girar mais de 20 vezes Divulgação/Dirección Nacional del Servicio Aéreo Policial – 14.04.2026

Na aviação, a principal suspeita para essa soma de comportamentos é de um “voo-fantasma”.

O jato partiu às 8h31 no horário local e perdeu contato com a torre de controle às 8h47. Por volta de 9h, começou a rodar no ar, em movimentos muito parecidos, ao norte da cidade de Cochabamba.


Por volta de 2 horas depois, às 11h, o avião saiu do radar e se acidentou numa área de mata entre Cochabamba e Chimoré.

Voo-fantasma

Mapa com avião rodando em círculos
'Voo-fantasma': Radar mostra os círculos que avião fez antes de cair Reprodução/FlightRadar24.com

Se acontece algum problema com o comandante ou copiloto do voo, por falta de pressurização, por exemplo, o piloto automático assume a aeronave, o que permite ao avião voar sozinho conforme o último comando registrado no painel.


O voo em círculos é o “modo de espera” até alguém retomar o controle do avião. Se ninguém o fizer, o combustível acaba, e a aeronave precisa fazer um pouso de emergência ou, na prática, cai.

Mauricio Zamora, ministro de Obras Públicas, Serviços e Habitação, pasta que é responsável na Bolívia pelo órgão que investiga acidentes aéreos, admitiu que a principal hipótese da tragédia é falta de oxigênio para os pilotos.


“Pelos movimentos que fez a aeronave e pela perda de comunicação, temos a teoria de que houve uma despressurização de cabine. Não havia oxigênio e perderam a consciência. Por isso, começou a dar voltas até a queda”, reconheceu.

A DGAC (Direção Geral de Aeronáutica Civil) da Bolívia, equivalente ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da FAB (Força Aérea Brasileira) no Brasil, já iniciou a investigação para determinar as causas do acidente.

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