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Premiê da Ucrânia ameaça manifestantes que violarem a lei 

País vive protestos turbulentos por causa de não-adesão à União Europeia

Internacional|Do R7

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Homem come em frente a cartaz com o rosto do presidente Viktor Yanukovich com um nariz de palhaço
Homem come em frente a cartaz com o rosto do presidente Viktor Yanukovich com um nariz de palhaço

O primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, alertou nesta quarta-feira (4) aos manifestantes que serão punidos se violarem a lei, depois que ministros precisaram de escolta para chegar a uma reunião em meio a uma tentativa de bloqueio dos ativistas de oposição.

A crise na Ucrânia, decorrente da rejeição do governo a um tratado de associação com a União Europeia, já afeta a cambaleante economia local, e um adjunto de Azarov embarcou para Moscou para discutir assuntos como o fornecimento de gás — para o qual Kiev precisa urgentemente de preços mais baixos.


Pivô da crise, o presidente Viktor Yanukovich também viajou na terça-feira (2), para a China, deixando para trás um país em crise. A agência estatal de notícias chinesa Xinhua disse que o líder ucraniano está em Xian, onde visitaria o famoso exército de estátuas de barro e uma fábrica de aviões.

Em Kiev, a tropa de choque da polícia bloqueou as ruas que dão acesso ao gabinete presidencial, confrontando centenas de manifestantes por trás das barreiras metálicas.


Na terça-feira (2), o governo de Azarov sobreviveu a uma moção de desconfiança no Parlamento, onde pediu desculpas pela brutalidade policial contra os manifestantes. Mas, na reunião ministerial de quarta-feira (3), o premiê recuperou a firmeza e alertou os manifestantes a não irem longe demais.

Segundo ele, o governo vem demonstrando tolerância e disposição ao diálogo durante os protestos, e todas as forças políticas precisam contribuir para evitar uma escalada da tensão.


— Todos devem perceber que a Constituição e as leis do país estão em vigor, ninguém está autorizado a violá-las... e todos os que são culpados de atos ilegais irão responder por eles.

Os mercados internacionais mantiveram a pressão, elevando o custo do seguro da dívida ucraniana contra uma moratória a um nível inédito desde janeiro de 2010. A Ucrânia precisará pagar no ano que vem mais de 17 bilhões de dólares em dívidas e em contas de gás.


A crise expôs novamente o cabo de guerra entre Oriente e Ocidente na antiga república soviética, que oscila entre a esfera da UE e a órbita de Moscou desde a chamada Revolução Laranja, em 2004-2005, que derrubou a ordem política pós-soviética.

Na semana passada, Yanukovich, um aliado de Moscou, desistiu de assinar um tratado que garantiria uma maior proximidade com a UE, alegando que o custo para a adaptação da economia ucraniana seria exorbitante. Em vez disso, ele preferiu reforçar a aliança com a Rússia.

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