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Premiê palestino pensa em renunciar por divergências com Abbas

Internacional|Do R7

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O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, pensa em renunciar em função de divergências com o presidente Mahmud Abbas, mas a reunião entre ambos, prevista para esta quinta-feira, foi adiada e nenhuma outra data foi marcada, indicaram fontes palestinas oficiais.

O conflito se intensificou no mês passado, quando Fayyad aceitou a renúncia de seu ministro das Finanças, decisão rejeitada por Abbas.


Uma fonte do governo palestino indicou à AFP que "prosseguem as negociações, mas a renúncia ainda não está decidida".

No entanto, segundo um representante do departamento de Estado americano em Londres, Fayyad, que conta com o apoio de Washington, não renunciará. "Até onde eu sei ele fica", disse o funcionário.


"O presidente Abbas insiste que o senhor Qasis continue sendo ministro das Finanças e hoje o senhor Fayyad tem que decidir: ou manter o cargo do senhor Qasis ou renunciar como chefe de governo", disse nesta quinta-feira Azam al-Ahmad, um líder do Fatah, o movimento de Abbas, na rádio oficial Voz da Palestina.

Outro funcionário palestino que não quis se identificar indicou à AFP que Fayyad "preparou uma carta de renúncia para apresentá-la hoje (quinta-feira) ao presidente Abbas", que voltou nesta quinta-feira a Ramallah (Cisjordânia) após uma visita ao Qatar.


O Conselho Revolucionário do Fatah, o movimento de Abbas, lamentou na sexta-feira em um comunicado "a política do governo palestino marcada pela improvisação e pela confusão em muitos temas financeiros e econômicos".

Antes da nomeação de Qasis, em maio de 2012, o ministério das Finanças estava nas mãos de Fayyad, que também exercia a posição de primeiro-ministro.


A Autoridade Palestina de Mahmud Abbas está vivendo, segundo vários ministros, "sua pior crise financeira desde sua criação, em 1994, provocada pelas restrições israelenses e pelo bloqueio das ajudas internacionais, embora os Estados Unidos tenham decidido recentemente desbloquear 500 milhões de dólares.

A renúncia de Fayyad, considerado pela comunidade internacional como um homem que poderia edificar as instituições de um futuro Estado palestino, pode colocar em risco o acordo para promover o desenvolvimento econômico na Cisjordânia, anunciado pelo secretário americano de Estado, John Kerry, depois de se reunir com autoridades israelenses e palestinas.

Kerry descartou na terça-feira um retorno rápido às negociações de paz após uma visita de três dias a Israel e aos Territórios Palestinos.

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