Presidente anuncia estado de calamidade pública após terremoto na Guatemala
Durante o incidente, uma pessoa morreu e 24 mil ficaram desabrigados
Internacional|Do R7

O presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, anunciou nesta terça-feira (8) que decretará "estado de calamidade pública" em várias regiões afetadas pelo terremoto de 6,4 graus na escala Ritcher que atingiu ontem o país e deixou um morto e 24 mil desabrigados.
"Pedi que preparassem o decreto, mas não vamos limitar nenhum direito da população", disse o presidente em uma reunião com prefeitos realizada no departamento de San Marcos, o mais atingido pelo tremor, que começou no estado de Chiapas, no México.
A medida é para os departamentos de São Marcos, Huehuetenango, Quetzaltenango, Totonicapán, Sololá, Retalhuleu e Suchitepéquez, os mesmos onde foi decretado o "Estado de Calamidade Pública" após o terremoto de 7 de novembro de 2012 que deixou 44 mortos e milhares de vítimas.
O chefe de Estado e sua vice-presidente Roxana Baldetti, acompanhados de ministros e outros funcionários, realizam um percurso por São Marcos para avaliar a magnitude dos danos causados pelo terremoto. O município mais prejudicado na região é o de São Pedro Sacatepéquez, onde o tremor destruiu 139 casas, das quais é preciso demolir, por enquanto, 35, e danificou outras 549, segundo o relatório preliminar.
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"Há emergências a atender de forma ordenada e, se for necessário, as pessoas desabrigadas serão levadas a albergues", expressou o líder.
Explicou que o processo de demolição e construção das casas deverá ser validado pela Coordenadora Nacional para a Redução de Desastres (Conred). "A Conred precisa validar o estado das casas", sustentou o governante, e esclareceu que o processo de reconstrução levará seu tempo.
As autoridades continuam hoje com o processo de avaliação nas regiões afetadas pelo forte terremoto e contabilizaram oficialmente um morto e 24.495 afetados. Pérez Molina disse que seu governo analisará quantos recursos são necessários para este plano de reconstrução depois que a Conred lhe der o relatório dos efeitos deixados pelo tremor.
"Ainda não temos os dados consolidados das casas destruídas e danificadas", reconheceu o governante.
Acrescentou que membros do exército ajudarão a Conred a fazer o levantamento de uma espécie de censo para estabelecer de forma concreta os danos e a infraestrutura na Guatemala.












