Presidente do Curdistão iraquiano defende controle curdo de Kirkuk
Internacional|Do R7
Bagdá, 27 jun (EFE).- O presidente da região autônoma do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, defendeu nesta sexta-feira o controle curdo da cidade petrolífera de Kirkuk e outras zonas do Iraque, em mãos das forças curdas ou "peshmerga" há duas semanas. Em entrevista coletiva na capital regional, Erbil, e em companhia do ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, Barzani deu por resolvido o caso das zonas disputadas com o governo central de Bagdá após a entrada das tropas curdas nos locais em questão. "O Curdistão aguentou mais de dez anos sem aplicar o artigo 140 da Constituição iraquiana, à espera de resolver o caso das zonas disputadas com o governo central, mas tudo foi em vão", afirmou Barzani. O dirigente considerou que esse artigo, que estipula um referendo em Kirkuk sobre sua incorporação à região do Curdistão, "já não é necessária após a entrada dos peshmerga". "Não vamos falar mais desse assunto", disse. Dito referendo deveria ser realizado em 2007, mas as divergências políticas o postergaram indefinitivamente. Barzani reiterou que essas zonas estavam sob o controle das forças governamentais até que estas se retiraram depois da tomada no último dia 10 da cidade de Mossul, no norte, por parte dos insurgentes. "Nos vimos obrigados a mandar tropas para proteger essas áreas e evitar que caíssem em mãos de terroristas", afirmou o presidente do Curdistão. Além de Kirkuk, tomada no dia 12, as forças curdas dominam a cidade de Al Tuz, na província de Saladino (ao norte de Bagdá); a de Sahl, na província setentrional de Ninawa; e várias partes da de Diyala (nordeste). Hague apontou que seu país não vai intervir em um novo governo no Iraque e que existe "uma tendência geral de sunitas, curdos e muitas partes dos xiitas para formar um Executivo". O ministro britânico chegou hoje a Erbil após se reunir ontem com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e com outros líderes em Bagdá para tentar buscar uma solução à crise. EFE ah-mf-bds/ff








