Presidente do Parma e outras 21 pessoas são detidas por lavagem de dinheiro
Internacional|Do R7
(Atualiza com mais detalhes da operação). Roma, 18 mar (EFE).- Giampietro Manenti, presidente e proprietário do Parma, clube que disputa o Campeonato Italiano, e outras 21 pessoas foram detidas em uma operação realizada pela Guarda de Finanza (polícia financeira do país) por lavagem de dinheiro. Os envolvidos também estão sendo acusados de crimes de formação de quadrilha, fraude, utilização de cartões de crédito clonados. Segundo a imprensa da Itália, na operação, ordenada pela promotoria de Roma, foram cumpridos cerca de 60 mandados de busca. Sobre Manenti, as primeiras investigações apontam que ele estava tentando obter recursos para aplicar no Parma, e que para isso "se dirigiu a uma organização criminosa, a fim de obter 4,5 milhões de euros (R$ 15,5 milhões)". Este grupo, no entanto, estaria sendo investigado pela Guarda de Finanza, por ter oferecido o montante para o dirigente, através de "transações financeiras e uso de cartões de crédito clonados, em operações comerciais como patrocínios e empréstimos". O Parma está atravessando momento difícil assolado pelas dívidas e acabou tendo duas partidas do Campeonato Italiano suspensas, pela falta de dinheiro para as viagens e a falta de pagamento aos jogadores. Seu anterior presidente, Tommaso Ghirardi, decidiu se desfazer do clube e o vendeu ao preço simbólico de 1 euro a Giampietro Manenti durante esta temporada e este prometeu injetar dinheiro que ainda não chegou. Amanhã, será realizada a audiência sobre o estado econômico do clube, e existe a possibildade da decretação da falência da sociedade. Se conseguir pagar as dívidas - entre 40 e 50 milhões de euros ( R$ 138,5 e R$ 173,2 milhões, - poderá ser feita uma nova sociedade, o que permitiria ao Parma continuar na primeira ou na segunda divisão do Italiano. Caso contrário, o Parma desaparecerá e se quiser voltar a disputar partidas, terá que começar como um novo clube, desde as divisões de acesso de caráter amador do país. EFE ccg/ff-bg








