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Presidente do Sudão do Sul e líder rebelde assinam cessar-fogo

Internacional|Do R7

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Adis-Abeba, 9 mai (EFE).- O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o líder dos rebeldes, Riek Machar, assinaram nesta sexta-feira em Adis-Abeba um acordo para a cessação das hostilidades no país a fim de solucionar o conflito por meio de negociações. Os líderes das duas partes assinaram hoje o documento perante os meios de comunicação na capital da Etiópia, onde se reuniram pessoalmente pela primeira vez desde o início da crise, em meados de dezembro do ano passado. Kiir e Machar, que se cumprimentaram, mas se recusaram a apertar as mãos após a assinatura do pacto, se comprometeram assim a ordenar a cessação de toda atividade hostil "imediatamente", segundo o documento. "Sou o presidente do Sudão do Sul e sigo sendo o líder desse país. Aceito a responsabilidade, boa ou ruim, pelo povo que me elegeu", disse Kiir. Machar, embora "feliz" por assinar o acordo, quis esclarecer que seu partido, o opositor Movimento de Libertação Popular do Sudão (SPLM, na sigla em inglês), "não planejou nenhum golpe de Estado" contra o governo. "Tenho certeza que o presidente Salva Kiir chegou à mesma conclusão, que não houve golpe de Estado", alfinetou, antes de assegurar que seu compromisso de buscar uma solução política "segue de pé". Machar quis assim lançar a "mensagem que esta crise pode ser resolvida pacificamente", com a esperança que "a outra parte pense o mesmo". O presidente sul-sudanês não quis responder às palavras de Machar porque, segundo sua opinião, não estavam em Adis-Abeba "para isso". Em virtude do acordo, ambos líderes "se comprometem a parar qualquer provocação o um contra o outro até que se alcance um cessar-fogo permanente", acrescenta o texto, lido pelo porta-voz da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad), Seyoum Mesfin. O acordo aponta um governo de união nacional transitório como a melhor forma para que "o povo do Sudão do Sul avance". O presidente sul-sudanês e o líder rebelde se reunirão de novo no prazo de um mês, em um novo encontro auspiciado pela Igad. Além disso, ambos concordaram com a abertura de corredores humanitários no país e em instalar o Mecanismo de Monitoração e Verificação (MVM, na siglas em inglês), que averiguará no terreno se terminaram as hostilidades, e a criação de uma comissão de investigação da União Africana. O conflito explodiu em meados de dezembro passado, quando na capital sul-sudanesa ocorreram combates entre o exército e militares insurgentes, e Kiir acusou Machar de tentar dar um golpe de Estado. Desde então, aconteceram os enfrentamentos, que deixaram milhares de mortos e colocou à beira da guerra civil o jovem país, que conquistou sua independência do Sudão em julho de 2011. EFE or/rsd

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