Presidente Mohamed Mursi pede que egípcios 'rejeitem a violência'
Internacional|Do R7
O presidente islamita Mohamed Mursi fez um apelo nesta sexta-feira para que os egípcios "rejeitem a violência" após os confrontos entre manifestantes ligados à oposição e forças de ordem, que deixaram sete mortos e 450 feridos, de acordo com um último registro oficial.
"Peço a todos os cidadãos que aderiram aos nobres valores da revolução que manifestem livre e pacificamente suas opiniões e rejeitem a violência", indicou em mensagens postadas em suas contas no Twitter e no Facebook.
Segundo o Ministério da Saúde, sete pessoas morreram nesta sexta -- seis em Suez e uma em Ismailiya (nordeste) -- e 456 ficaram feridas.
Mursi afirmou que os "criminosos" responsáveis pela violência serão "processados e levados à justiça", e afirmou que policiais estão entre os mortos. O Ministério do Interior indicou 95 feridos entre seus homens.
"Os poderes públicos vão fazer todo o possível para garantir o caráter pacífico das manifestações", acrescentou o chefe de Estado egípcio.
Os enfrentamentos foram registrados no "Dia da Revolução", quando o país lembra o segundo aniversário do início do levante que derrubou Hosni Mubarak.
O Egito vive uma crise entre o presidente islamita, eleito democraticamente em junho, e a oposição, que o acusa de adotar medidas autoritárias. O contexto é agravado por grandes dificuldades econômicas.
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