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Presidente sul-africano pede pena de morte por estupro coletivo de jovem

Violência contra jovem causou comoção e protestos no país nesta quinta-feira

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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O presidente sul-africano Jacob Zuma disse que este tipo de violência "não tem lugar no país"
O presidente sul-africano Jacob Zuma disse que este tipo de violência "não tem lugar no país"

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, expressou nesta quinta-feira (7) sua "indignação" pelo estupro coletivo que causou a morte a uma adolescente de 17 anos na Província do Cabo Ocidental, no sudoeste do país.

Zuma pediu aos tribunais "as mais duras penas para esse tipo de crime", para conscientizar um país que foi qualificado pela Interpol de "capital mundial das violações".


— O ato é chocante, cruel e, sobretudo, desumano. Não tem lugar neste país.

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A Liga de Mulheres, próxima do partido governista Congresso Nacional Africano (CNA), expressou ontem sua consternação e sua condenação ao estupro coletivo da jovem Anene Booysen, no fim de semana passado no Cabo Ocidental.


Grupos de direitos humanos, jornais sul-africanos e milhares de mensagens nas redes sociais fazem uma convocação geral hoje a acabar com a praga dos estupros na África do Sul, onde estima-se que uma mulher seja estuprada a cada 17 segundos.

Anene Booysen foi encontrada gravemente ferida no fim de semana passado pelo guarda de uma obra, onde havia sido brutalmente violada por vários homens, e morreu pouco depois em um hospital.


Estupro causa comoção no país

O recente estupro coletivo e a atroz mutilação de uma adolescente que faleceu no sábado pouco depois da agressão sofrida em uma pequena localidade sul-africana desencadeou nesta quinta-feira uma onda de protestos no país.

A polícia informou hoje que a investigação ainda está em andamento. A vítima pôde ver um de seus agressores antes de falecer. Dois suspeitos foram detidos.

"Primeiro a estupraram, depois arrancaram suas tripas até as pernas. Quebraram as duas pernas e todo o seu interior (...) estava fora, seus intestinos, seus pulmões, tudo", declarou à AFP Pauline Harmse, a tia da adolescente, reproduzindo as palavras de sua cunhada, a mãe da vítima.

Um dos supostos agressores era um amigo da jovem e conhecido da família, disse.

Segundo uma jornalista da rádio pública SAfm, que falou com a mãe de Anene Booysen, a jovem estava tão mutilada que não a teria reconhecido sem seus sapatos.

"Quebraram todos os seus dedos, quebraram suas pernas, cortaram o estômago, era possível ver seus intestinos... também cortaram sua garganta", disse a mãe.

A porta-voz dos serviços provinciais de Saúde, Faiza Steyn, limitou-se a descrever os ferimentos como "horríveis". Este caso comoveu a África do Sul, onde, no entanto, as histórias de violência sexual enchem diariamente as páginas dos jornais.

As estatísticas oficiais mostram que, no último ano, 65 mil crimes sexuais foram cometidos na África do Sul.

Por enquanto, a polícia prendeu dois homens relacionados ao caso, embora não se descarte a prisão de mais suspeitos.

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