Logo R7.com
RecordPlus

Presidente sul-coreana exige desculpas do Norte em plena crise militar

Internacional|Do R7

  • Google News

Seul, 24 ago (EFE).- A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, exigiu nesta segunda-feira que a Coreia do Norte se desculpe por seus dois supostos ataques contra o país vizinho e que provocaram uma das maiores crises militares dos últimos anos entre os dois países. A chefe de Estado sul-coreana anunciou em reunião com seu gabinete que, se não obter as desculpas norte-coreanas, continuarão funcionando os alto-falantes que emitem propaganda contra o regime de Kim Jong-un na Zona Desmilitarizada. Além disso, ameaçou tomar novas medidas de represália contra a Coreia do Norte como havia anunciado previamente o Ministério da Defesa, informou a agência sul-coreana "Yonhap". A Coreia do Norte tinha ameaçado o Sul com uma ação militar caso não desligasse os alto-falantes no sábado passado, embora este ultimato tenha sido suspenso depois que os governos de ambos países convocaram para esse mesmo dia uma reunião de alto nível para tentar solucionar a crise. Representantes de Seul e Pyongyang seguem reunidos na Aldeia da Trégua de Panmunjom, em um encontro que hoje se prolongou pelo terceiro dia sem anunciar-se avanços. As especulações apontam que a estagnação no debate se deve justamente às inflexíveis posturas de ambas partes em relação à questão dos alto-falantes e das desculpas que Seul exige a Pyongyang pelos dois ataques. A Coreia do Norte negou categoricamente seu envolvimento na explosão de minas que no dia 4 causou graves ferimentos em dois soldados sul-coreanos que patrulhavam perto da fronteira, e também não reconhece ter disparado primeiro na troca de tiros de artilharia que aconteceu na quinta-feira passada. Enquanto isso, as forças armadas de ambos lados permanecem preparadas para o combate, em um ambiente marcado pela tensão. Norte e Sul permanecem tecnicamente enfrentados desde a Guerra da Coreia (1950-53), que finalizou com um armistício nunca substituído por um tratado de paz definitivo. EFE aaf/rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.