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Procuravam uma menina de 12 anos em um edifício desabado na Venezuela; ao remover os escombros, viram um sorriso

Durante o resgate, Fabiana manteve a calma, apesar das fraturas e ferimentos

Internacional|Osmary Hernández e Rocío Muñoz-Ledo, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fabiana Blanco, de 12 anos, ficou presa por 32 horas sob escombros após dois terremotos na Venezuela.
  • Resgatada com vida, Fabiana manteve-se calma e atribuiu sua serenidade à fé em Deus.
  • Mesmo ferida, Fabiana saiu sorrindo, tornando-se um símbolo de esperança na tragédia.
  • Agora, vivendo com a avó, sonha em ser atriz ou escritora, mantendo uma visão positiva do futuro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Terremoto na Venezuela já deixou mais de 3.500 mortos e centenas de feridos Leonardo Fernandez Viloria/Reuters - 08.07.2026

Durante 32 horas, Fabiana Blanco permaneceu presa sob toneladas de concreto e aço.

Quando finalmente um socorrista conseguiu abrir um estreito duto entre os escombros, o primeiro que apareceu foi o rosto da menina de 12 anos. Ela sorria. — Como você está, Fabi? — perguntou o socorrista. — Bem — respondeu ela.


A conversa, gravada em vídeo, durou apenas alguns segundos, mas condensou o alívio de uma busca contra o tempo que mantinha sua família em suspense desde o dia 24 de junho, quando dois potentes terremotos sacudiram o norte da Venezuela com apenas segundos de diferença.

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Fabiana estava no apartamento de sua família, em um edifício de Caraballeda, no estado costeiro de La Guaira, quando o tremor começou.


Um vídeo das câmeras externas do edifício mostra o instante do desastre. Os vizinhos que conseguem sair correm desesperados em direção à rua enquanto o chão continua se movendo.

Alguns perdem o equilíbrio e caem. Segundos depois, diante deles, vê-se como o edifício localizado do outro lado da rua desaba e uma imensa nuvem cinza de poeira envolve o cenário.


Dentro do edifício, o desabamento deixou Fabiana presa em um espaço reduzido entre os escombros, o que os socorristas costumam chamar de “triângulo de vida”, e evitou que o peso da estrutura a esmagasse por completo.

No entanto, chegar até ela foi complexo. Ela conta que seus socorristas disseram que os tremores secundários continuavam, os alertas obrigavam a suspender momentaneamente os trabalhos e a enorme quantidade de escombros impedia o uso de maquinário pesado sem colocar sua vida em risco.


Quando as equipes finalmente estabeleceram contato, o socorrista perguntou como ela estava fisicamente. — As pernas? Os braços você mexe? — Bem — respondeu ela.

O homem explicou que já estavam muito perto. — Olha como estamos perto agora. É só nos ver um dedo… nos ver por inteiro. Fabiana levantou uma mão pelo espaço estreito, tentando alcançá-lo.

Dias depois do resgate, ainda se recuperando de suas lesões, Fabiana relembrou aquelas 32 horas em uma entrevista à CNN Internacional. “A verdade é que eu nasci de novo”, disse.

“Eu me sinto diferente, me sinto renovada, com um brilho e um milagre, uma esperança que eu nem imaginava que ia florescer em mim”.

Embora tenha sofrido fraturas em dois dedos do pé direito, uma ferida profunda na perna e múltiplos arranhões, ela garante que o maior desafio foi manter-se imóvel em uma posição extremamente incômoda.

Contou que ficou com uma perna dobrada e a outra esticada, enquanto o teto do seu apartamento — e o chão do andar superior — descansavam bem em cima de suas costas. Para conseguir se acomodar de barriga para cima, teve que se arrastar lentamente entre os escombros, provocando ferimentos adicionais.

Mesmo assim, diz que nunca perdeu a calma. “Nunca me desesperei, nunca fiquei nervosa nem ansiosa”, relembrou. “Isso é o que ainda me mantém em choque, porque sou uma menina daquelas que fica nervosa”.

Durante o confinamento, pensou em sua mãe, em seus amigos, em sua casa, que já imaginava destruída. Ela atribui essa serenidade à sua fé. “Pensava em tudo, pensava nos meus amigos, na minha família, na minha mãe. No meu lar, que já estava destruído (…) O que me ajudou a me manter tranquila durante tantas horas e estar ali foi Deus”, disse.

Quando finalmente saiu dos escombros, as imagens da menina sorrindo enquanto era transportada pelos socorristas se tornaram um dos símbolos de esperança no meio da tragédia. Ela explica que aquele sorriso não foi por não sentir dor.

“Eu não sentia nada no meu corpo, era a adrenalina que eu tinha”, contou. “Saio com um sorriso radiante porque foi Deus que mandou os seus anjos para me dar forças para poder me tirar de lá”.

Agora ela vive temporariamente na casa de sua avó, também em La Guaira. Diz que ainda tem alguns traumas: durante as primeiras noites não queria dormir de barriga para cima porque essa era a posição em que permaneceu presa sob os escombros.

Apesar de tudo, quando fala do futuro, faz isso com esperança. Sonha em ser atriz ou, quem sabe, escritora. “(Me) vejo gravando um filme, uma série, ou se não, sentada em uma cadeira, em uma mesa com a iluminação e escrevendo um diário, um livro, porque quero ser atriz. Se não, escritora”, disse.

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