Putin estima que 12 mil soldados ucranianos morram por mês no campo de batalha
Presidente russo também enfatizou que contatos entre as agências de inteligência dos países continuam, apesar da ofensiva
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (3) que entre 8.000 e 12.000 soldados ucranianos morrem ou ficam feridos a cada mês durante o conflito com as forças russas, e alertou que as “perdas do inimigo continuam aumentando”.
Durante o Fórum Econômico Oriental, realizado na cidade de Vladivostok, no leste da Rússia, Putin destacou que “as baixas superam o número de homens que se alistam como resultado da mobilização forçada e daqueles que retornam dos hospitais”. “A cada mês, eles perdem entre 8.000 e 12.000 soldados”, afirmou
Além disso, ele afirmou que a taxa de deserção é “muito alta”, razão pela qual existem cerca de 500 mil processos criminais em andamento devido à deserção de soldados que decidem abandonar o combate.
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“A motivação na Ucrânia é muito baixa e o número de deserções, muito alto”, sustentou, segundo informações da agência de notícias TASS.
Assim, lamentou que a população ucraniana esteja sendo tratada “como cães que são levados à força para a linha de frente para lutar”. “Vemos isso todos os dias na imprensa ou na televisão”, acrescentou.
Em relação aos ataques praticados pelo Exército da Ucrânia contra “alvos civis em solo russo”, ele classificou a resposta das forças russas como “significativa”.
“Como vocês podem ver, fomos forçados a responder e, considerando nossa resposta, isso é um sinal claro para aqueles que decidiram abrir a caixa de Pandora”, esclareceu.
Essas medidas, disse ele, são “necessárias para fazer com que a Ucrânia pare de tentar causar danos à Rússia”.
“Este é um dos métodos utilizados para combater os ataques contra alvos russos. Realizamos ataques para neutralizar os deles”, afirmou.
No entanto, ele enfatizou que os contatos entre as agências de inteligência da Rússia e da Ucrânia continuam, apesar de a ofensiva prosseguir.
“É difícil para mim dizer até que ponto esses contatos podem levar a um acordo de paz, levando em conta as últimas declarações feitas por altas autoridades ucranianas. Mas os contatos existem, continuam, principalmente entre nossos serviços de segurança”, afirmou.
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