Análise: EUA e Irã apostam em atrito e no preço do petróleo em vez de um acordo de paz
Economias de ambos os países continuam a se deteriorar; secretário-geral da ONU alerta para número de vítimas civis
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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“Me parece que, nesse momento, nem os Estados Unidos, nem o Irã estejam muito interessados em um acordo de paz”, aponta o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral. Segundo ele, ambos apostam no atrito e jogam com o preço do petróleo. Nesta quinta-feira (3), Teerã voltou a atacar alvos militares de Washington no Kuwait.
“Hoje, o petróleo chegou a bater US$ 97, aí caiu um pouquinho para US$ 96. Mesmo assim, está alto e isso afeta o galão de combustível lá nos Estados Unidos. E isso reflete numa impopularidade do presidente Trump e numa possível derrota nas eleições de meio de mandato, que vão acontecer em 3 de novembro”, analisa Cabral em entrevista ao Conexão Record News.

Além do custo político, o especialista destaca o impacto financeiro que a guerra representa para a Casa Branca. Ao mesmo tempo, a deterioração da economia iraniana infla a rebelião no país, que é duramente reprimida pelo governo. A recente escalada do conflito no Oriente Médio acende um alerta sobre o número de civis mortos.
Na quarta (2), Teerã relatou 18 mortes em um ataque norte-americano, que deixou outras 108 pessoas feridas. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, quatro mortes e 67 feridos foram registrados em uma cerimônia de casamento perto da costa do estreito de Ormuz.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar alarmado com o número de cidadãos mortos e pediu que a diplomacia coloque fim à guerra. Já os Estados Unidos afirmam que nunca atacam civis, ao contrário da Guarda Revolucionária Islâmica. O Exército norte-americano reportou 18 militares mortos e mais de 750 feridos no conflito.
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