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Putin prepara ‘provocação’ e pode testar apoio dos EUA a países da Otan, diz jornal

Ações teriam como foco países bálticos e a Polônia, segundo o jornal britânico ‘The Guardian’

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Países do leste europeu da Otan alertam para possível provocação militar da Rússia visando testar a resposta do Ocidente, segundo reportagem do jornal 'The Guardian'.
  • Ações russas podem incluir ataques com drones ou mísseis contra países bálticos ou a Polônia.
  • O presidente, Vladimir Putin, pode querer testar o compromisso dos EUA com a defesa dos países da Otan.
  • A preocupação aumenta devido aos recentes ataques ucranianos dentro da Rússia.

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Vladimir Putin sentado com as mãos unidas apoiadas em mesa
Ataques ucranianos contra a Rússia elevam temor de resposta do Kremlin Reprodução/Record News

Países do leste europeu da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) alertam que a Rússia está preparando uma provocação militar contra integrantes da aliança, em uma tentativa de testar a resposta do Ocidente. As informações são do jornal britânico The Guardian, que cita fontes.

Segundo autoridades da Letônia, há sinais de que Moscou estaria planejando ações contra os países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), ou a Polônia. A ideia foi reforçada ao The Guardian por uma fonte ligada a outro país membro da Otan, que disse estar recebendo informações de que o presidente russo, Vladimir Putin, está “planejando algo contra os Estados bálticos”.


A avaliação da inteligência letã, aponta o The Guardian, é de que a Rússia considera “ataques híbridos, como mísseis, drones ou outras ações destinadas a enviar um sinal: parem de apoiar a Ucrânia, ou vocês terão seus próprios problemas”.

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Autoridades ouvidas pelo jornal sob condição de anonimato afirmam que, com as ações, Putin poderia tentar colocar à prova o compromisso dos Estados Unidos com a defesa dos países.


O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, demonstrou preocupação com o cenário e afirmou que a região vive um período de instabilidade, com possibilidade de novos episódios de tensão nos próximos meses. “Como um grupo de países diretamente expostos a esse risco, queremos nos preparar”, declarou.

Os alertas surgem em meio ao aumento dos ataques de longa distância realizados pela Ucrânia contra alvos dentro do território russo. Nas últimas semanas, drones ucranianos atingiram áreas próximas a Moscou e São Petersburgo, elevando o temor de uma resposta do Kremlin.


A preocupação, aponta o The Guardian, também aumentou após uma série de episódios atribuídos à Rússia envolvendo países europeus, incluindo suspeitas de sabotagem e violações de espaço aéreo.

Um dos casos ocorreu no ano passado, quando drones russos entraram no território da Polônia, levando a Otan a enviar caças para monitorar a situação.

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