Universidade dos EUA decide omitir notas de alunos para conter crise de saúde mental
Iniciativa deve facilitar a adaptação dos calouros e reduzir a pressão acadêmica
Internacional|Do R7
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A Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, decidiu mudar a forma como avalia os calouros no primeiro semestre para tentar reduzir a pressão acadêmica e conter a crise de saúde mental entre estudantes universitários.
Durante os primeiros meses na universidade, os alunos receberão apenas as classificações de aprovado (P) ou sem crédito (NC), em vez das tradicionais notas por letras.
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Apesar da mudança, os professores continuarão dando notas e feedbacks normalmente. A diferença é que os resultados finais não aparecerão no histórico escolar oficial dos estudantes e não serão usados no cálculo do GPA, a média das notas do aluno.
Segundo a instituição, a iniciativa deve facilitar a adaptação dos calouros à rotina acadêmica. A ideia é diminuir o medo de resultados ruins, incentivar os estudantes a experimentar áreas diferentes e criar um ambiente menos competitivo.
“Ajudar todos os alunos a estabelecerem um bom ritmo desde o início tem sido reconhecido como o elemento mais importante na Iniciativa de Sucesso Estudantil da Universidade de Michigan. Acreditamos que cobrir as notas ajudará os alunos a começarem com o pé direito e a conter a crise de saúde mental que se alastra entre os jovens universitários”, diz um comunicado da faculdade.
A partir do segundo semestre, o sistema tradicional volta a valer e as notas serão registradas nos históricos normalmente.
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