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‘Império do veneno’: laboratórios secretos de Putin são acusados ​​de testar toxinas em humanos

Centros científicos com apoio do governo russo realizam testes de munições e drogas usando ‘militares voluntários saudáveis’

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Laboratórios secretos na Rússia estariam testando toxinas em humanos com o apoio do governo de Putin.
  • A instituição Signal, ligada ao Instituto de Medicina Militar Experimental, realiza pesquisas com "militares voluntários saudáveis".
  • Os testes incluem munições, drogas experimentais e o impacto sobre funções cerebrais, visando o desenvolvimento de novas armas.
  • O diretor do instituto confirmou testes em voluntários para estratégias militares, como a eficácia de munições em campo de batalha.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Principal polo científico dessa rede é dirigido por cientistas e funcionários de segurança Reprodução/Youtube/Proekt

Cientistas estariam realizando testes de munições e drogas em humanos em laboratórios secretos na Rússia pertencentes ao regime de Vladimir Putin . Segundo uma investigação da mídia independente Proekt, o principal polo científico dessa rede é capaz de sintetizar toxinas mortais, estudar como evitar a detecção, testar substâncias em animais e humanos, desenvolver sistemas de administração e realizar “edição genética”.

A instituição, conhecida como Signal, mantém conexão com o Instituto de Medicina Militar Experimental, que detém autorização desde 2015 para realizar pesquisas envolvendo seres humanos no âmbito do Ministério da Defesa. Em um artigo publicado em 2019, seu diretor, Sergey Chepur, descreveu essa função, observando que algumas das substâncias testadas podem afetar “funções cerebrais superiores”, tornando os estudos com animais insuficientes e exigindo testes em “militares voluntários saudáveis”.


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O Signal é dirigido por cientistas e funcionários de segurança - incluindo um ex-agente do FSB, a principal agência de segurança da Rússia. Ao todo, 3.500 pessoas estão empregadas nos “programas de envenenamento” do regime de Putin.

O conteúdo exato do programa de testes não é claro. Os materiais públicos disponíveis se referem a estudos envolvendo novos sistemas de armas e equipamentos militares, avaliações de seus efeitos nocivos, agentes farmacológicos desenvolvidos para melhorar ou regular o desempenho dos soldados e medidas de proteção contra condições extremas ou prejudiciais.


No entanto, acredita-se que militares “voluntários” teriam sido expostos aos efeitos de explosões de artilharia, drogas experimentais e estresse fisiológico extremo.

Em 2018, o Instituto de Medicina inaugurou um centro de pesquisa clínica com 100 leitos, incluindo unidades de terapia intensiva, cirúrgicas e terapêuticas. Somente no primeiro ano, os pesquisadores realizaram mais de 300 observações de militares participando de testes de medicamentos, vacinas e armamentos.


Chepur mencionou um desses testes em uma conferência de defesa realizada em 2023 em São Petersburgo. Ele afirmou que munições de artilharia foram testadas em voluntários para determinar o tipo e o poder explosivo necessários “para eliminar ou incapacitar pessoal inimigo”.

Os resultados, segundo materiais da conferência citados por Proekt, poderiam viabilizar o uso dessas munições para eliminar o inimigo “com danos garantidos de, pelo menos, um nível moderado de gravidade”.


O Instituto de Medicina também é considerado um ator fundamental no programa russo de desenvolvimento de armas químicas. Seu diretor, Sergey Chepur, manteve contato frequente com oficiais da agência de inteligência militar russa, segundo uma investigação de 2020, durante os preparativos para o atentado contra o ex-espião Sergei Skripal e sua filha Yulia com o agente nervoso conhecido como novichok em 2018.

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