Logo R7.com
RecordPlus

Crise migratória entre Marrocos e Espanha escancara problema dos jovens; veja análise

Professor Leonardo Trevisan chama a atenção para a faixa etária de quem fez a travessia a nado até Ceuta

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais de 50 mil imigrantes tentaram atravessar a nado a fronteira entre Marrocos e Espanha para chegar a Ceuta, resultando em 72 vítimas.
  • O professor Leonardo Trevisan classifica o evento como uma crise humanitária e questiona a aparente passividade das autoridades fronteiriças.
  • Há suspeitas de que o governo de Marrocos enfraqueceu a segurança propositalmente para pressionar a Espanha, possivelmente aumentando o tráfico humano na região.
  • A maioria dos migrantes era jovem, refletindo uma crise global relacionada à desigualdade entre desenvolvimento tecnológico e geração de emprego.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após a tentativa de migração em massa que ocorreu no final de julho, em que mais de 50 mil imigrantes tentaram atravessar a fronteira entre Marrocos e Espanha a nado para chegar ao território de Ceuta, o número total de vítimas chegou a 72. “Nós temos que chamar isso pelo nome que ele tem: uma crise humanitária”, afirmou o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan no Conexão Record News desta segunda (3).

Uma crise que não é nova, segundo o especialista. Em 2010 e 2021, episódios semelhantes ocorreram, mas o número de pessoas envolvidas não se comparava ao que foi registrado desta vez. O governo espanhol afirma que cerca de 48 mil marroquinos já voltaram voluntariamente ao país, mas para Trevisan uma dúvida permanece: “Como é que 50 mil pessoas passam pelas guardas das fronteiras e eles não falam nada, eles deixam?”.


O professor não descarta a hipótese de que o governo de Marrocos tenha enfraquecido a própria segurança de propósito em uma tentativa de exercer pressão à Espanha, que detém a posse de Ceuta ainda que o território se encontre no continente africano. Os resultados, entretanto, foram catastróficos e ainda podem gerar ramificações, como um aumento do tráfico humano na região.

Aos olhos de Trevisan, a tragédia é uma oportunidade para refletir e tentar entender melhor um fenômeno que se reproduz no planeta: “Eram praticamente todos muito jovens. Esperançosos e absolutamente decepcionados [...] com a realidade que viviam. [...] Isto não é só um fenômeno do Marrocos. [...] Com a juventude, a gente precisa entender melhor a relação entre desenvolvimento tecnológico e geração de emprego, que parece que está muito desigual essa relação”.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.